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Tecnologia

Brasileiros já gastam mais de R$ 200/mês com streaming e serviços digitais

UOL Tilt ·
Brasileiros já gastam mais de R$ 200/mês com streaming e serviços digitais

Quem assina tanto serviço digital? Um quinto dos brasileiros já gasta por mês mais de R$ 200 com aplicativos de streaming de vídeo e música, serviços de nuvem e apps de comida, mostra uma pesquisa. Em alguns casos, a conta mensal supera os R$ 1 mil.

A fatia dos consumidores vorazes de assinaturas digitais já é similar ao volume de pessoas que, na outra ponta, até abraça essa modalidade de serviço, porém mais timidamente, e gasta entre R$ 11 e R$ 50.

Outro achado é que as ferramentas de inteligência artificial não só ganharam espaço no orçamento doméstico de um terço dos adeptos de assinaturas - alguns deles, aliás, sem saber que estão contratando IA - mas já superam os cursos online, os apps de saúde e até os de exercícios físicos.

A pesquisa foi feita pelo OpinonBox com 1.040 pessoas, a pedido da Vinci, empresa de pagamento da LWSA, antiga Locaweb.

Para Monisi Costa, head de pagamentos da Vinci, o movimento de adoção dos serviços de IA é similar ao streaming de música: virou hábito sem que os consumidores perceberem e hoje é o segundo tipo de assinatura mais recorrente. A dúvida, diz ela, é se o retrato atual veio para ficar ou é fruto do hype.

Outro ponto cego captado pela pesquisa são os consumidores assinando, sem saber, serviços de IA. "As pessoas estão assinando aplicações de IA sem saber exatamente que aquilo é IA, porque a IA se popularizou pelo ChatGPT", diz a executiva.

"Eu tenho uma assinatura de IA? Ah, o Canva! É que a gente sempre fala em IA generativa como Gemini, ChatGPT, que eu não assino", diz a gerente de comunicação Nahiza Monteles, de 38 anos, sobre a ferramenta de design.

Outro que se surpreende por ter contratado um serviço de IA é o estudante de Relações Públicas Hector Braz, 22 anos, que assina o editor de vídeo CapCut.

Para surpresa não só de quem assina esses serviços, mas o CapCut Canva é o segundo app de IA generativa mais acessado do mundo e o Canva, o quarto, segundo relatório do influente fundo de investimento Andreessen Horowitz. "A AI virou parte central da experiência desses apps", diz Olivia Moore, sócia do fundo.

Ou seja: a IA não só entrou no orçamento do brasileiro batendo na porta, mas também entrou pela janela, disfarçada de editor de vídeo e de ferramenta de design, e ficou.

Se tem um motivo estrutural para a adesão em massa dos brasileiros às assinaturas digitais, segundo Monisi, é cultural, não tecnológico. O brasileiro já pagava em recorrência muito antes de existir serviço na internet, só que chamava aquilo de carnê.

"O mercado brasileiro está mais propício para pagar em recorrência, e isso é música pros ouvidos das empresas que buscam fidelização e receita recorrente." — Monisi, executiva da Vindi

Outra parte da explicação é a comodidade de pagar uma vez só e usar quando quiser. "O consumidor brasileiro está entendendo a assinatura como uma forma de conveniência."

A combinação das duas coisas tem deixado as pessoas mais confortáveis, tanto que o gasto médio com as assinaturas tem saído da faixa de até R$ 50 e migrado para acima dos R$ 200.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Tilt.

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