Não é só o temor com IA: o que fez o Ibovespa cair 0,91% e o dólar subir nesta 2ª
O Ibovespa registra uma sessão de expressiva queda nesta segunda-feira (14) em meio a diversos fatores de pressão para os mercados globais, que impactam a Bolsa brasileira, além de tensões institucionais domésticas.
Às 11h20 (horário de Brasília), o índice caía 1,48%, a 184.470 pontos, enquanto o dólar subia 1%, na casa dos R$ 5,17.
Lá fora, a grande questão fica com a reação do mercado após líderes da OpenAI e da Anthropic defenderem uma desaceleração no desenvolvimento da tecnologia para gerenciar os riscos e proteger a humanidade.
As negociações relacionadas à IA impulsionaram grande parte dos ganhos no mercado acionário global desde que a OpenAI lançou o ChatGPT em 2022, mas, mais recentemente, ataques cibernéticos por agentes de IA rebeldes e o descontentamento público com a construção de centros de dados aumentaram a oposição ao desenvolvimento do setor.
No Japão, a fabricante de chips de memória Kioxia despencou 9,8% inicialmente, enquanto a empresa da cadeia de suprimentos de chips Tokyo Electron registrou queda de 3,7%.
O Nasdaq futuro caía mais de 1%.
Soma-se a isso as preocupações com a inflação em meio à alta do petróleo com a guerra no Oriente Médio se estendendo e tendo novos contornos.
Em função do conflito entre Estados Unidos e Irã, investidores voltaram a buscar ativos mais seguros nesta segunda-feira, como o dólar, enquanto o petróleo Brent voltou a se aproximar dos US$110 o barril, reforçando as preocupações com a inflação nos países.
Neste cenário, a expectativa é de que o Federal Reserve aumente sua taxa de juros na quarta-feira e faça pelo menos mais um aumento até o final de março, de acordo com a maioria dos economistas consultados pela Reuters.
Leia também Copom deve cortar juros, mas eleição, El Niño e petróleo travam sinalização do BC Atividade recuou e inflação arrefeceu, mas incertezas e pressões altistas para a inflação dividem mercado sobre próximos passos da autoridade monetária.
O banco central dos EUA anunciará sua decisão de política monetária às 15h (horário de Brasília) de quarta-feira, após o término de dois dias de reuniões.
Os mercados financeiros apostam fortemente que as autoridades do Fed elevarão a taxa de referência em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4,00%, e sinalizarão novo aperto monetário adiante .
Já por aqui, a projeção é de que o Banco Central reduzirá a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual pela quinta vez consecutiva na quarta-feira, segundo pesquisa da Reuters com economistas, em meio a uma moderação na inflação que oferece uma margem de manobra limitada.
A 14,00%, a Selic é uma das taxas de juros mais altas do mundo entre as principais economias.
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