sexta-feira, 16 de outubro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
› Brasil deve voltar a ser 8ª maior economia global em 2027, projeta FMI› Spyware israelense infecta milhões de dispositivos via anúncios sem clique, revela pesquisa› Novo Datafolha aponta cenário de empate técnico, com Lula diminuindo diferença› Maduro e Cilia Flores se declaram inocentes de acusações nos EUA› Comunidade LGBTQIA+ sofre perseguição no Senegal com prisões e testes de HIV forçados› O buquê de Espertirina e a luta por direitos no Rio Grande do Sul› O voto no exterior importa?› Oposição italiana pede voto em Lula e denuncia interferências dos EUA na eleição› Trump desiste de transmitir ao vivo fuzilamento de autor do massacre de Fort Hood› Lula volta a criticar EUA, defende reforma do Judiciário em 2027 e apoia redução da maioridade penal› Brasil deve voltar a ser 8ª maior economia global em 2027, projeta FMI› Spyware israelense infecta milhões de dispositivos via anúncios sem clique, revela pesquisa› Novo Datafolha aponta cenário de empate técnico, com Lula diminuindo diferença› Maduro e Cilia Flores se declaram inocentes de acusações nos EUA› Comunidade LGBTQIA+ sofre perseguição no Senegal com prisões e testes de HIV forçados› O buquê de Espertirina e a luta por direitos no Rio Grande do Sul› O voto no exterior importa?› Oposição italiana pede voto em Lula e denuncia interferências dos EUA na eleição› Trump desiste de transmitir ao vivo fuzilamento de autor do massacre de Fort Hood› Lula volta a criticar EUA, defende reforma do Judiciário em 2027 e apoia redução da maioridade penal
Política

Vice de Flávio Bolsonaro poupou ‘big boss’ da fraude do INSS em relatório da CPMI

Intercept Brasil ·
Vice de Flávio Bolsonaro poupou ‘big boss’ da fraude do INSS em relatório da CPMI

O candidato a vice-presidente da República na chapa de Flávio Bolsonaro, o deputado federal Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas, poupou Wilson Roberto Gomes, condenado por lavar dinheiro para o tráfico de drogas, no relatório que apresentou, em março passado, ao final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito instalada para investigar a fraude dos descontos indevidos em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social, que ficou conhecida como a CPMI do INSS.

A omissão não pode ser atribuída a desconhecimento: durante as investigações da comissão, o próprio Gaspar chegou a questionar nominalmente um dos investigados sobre a relação dele com Gomes.

A atitude é contraditória devido ao currículo do deputado: ex-promotor de justiça que diz ter atuado contra o crime organizado no Ministério Público de Alagoas, Gaspar deveria ter familiaridade com o assunto, mas ignorou evidências fartas na CPMI do INSS.

A comissão tinha em mãos, por exemplo, provas de que Gomes fez movimentações bancárias incompatíveis com a sua renda declarada enquanto a fraude estava em vigor.

Ainda assim, no documento de 4 mil páginas em que pediu o indiciamento de 216 pessoas, o ex-promotor blindou o empresário.

Ironicamente, o trabalho na CPMI tornou-se um dos principais cartões de visita de Gaspar na campanha bolsonarista.

Alfredo Gaspar (em primeiro plano) na sessão da CPMI em que perguntou a Américo Monte Júnior (de terno cinza) qual era “sua relação com Wilson Roberto Gomes” (Carlos Moura/Agência Senado) Apesar de ter sido poupado no relatório da CPMI, o nome de Wilson Gomes estava na boca do vice de Flávio Bolsonaro durante a investigação parlamentar.

Na sessão de 4 de dezembro de 2025 da comissão, Gaspar perguntou a um dos investigados, Américo Monte Júnior, qual era “a sua relação com Wilson Roberto Gomes”.

A pergunta não foi respondida, porque o interrogado conseguiu um habeas corpus do ministro do STF Kassio Nunes Marques, que lhe garantiu o direito de ficar calado.

Cruzando documentos da CPMI com outros registros, incluindo uma foto inédita, o Intercept Brasil descobriu que Gomes era chamado de big boss – ou chefão – no núcleo conhecido como os Golden Boys, ou Garotos de Ouro, grupo que teria desviado R$ 700 milhões das aposentadorias.

Segundo os próprios investigados, Gomes teria sido o elo entre a quadrilha e José Carlos Oliveira, que presidiu o INSS de novembro de 2021 a março de 2022, quando assumiu o cargo de ministro do Trabalho e da Previdência do governo Bolsonaro.

Posteriormente, ele mudou de nome para Ahmed Mohamad Oliveira.

Ler a notícia completa no Intercept Brasil ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.intercept.com.br — o conteúdo pertence a Intercept Brasil.

Este assunto em outros veículos

Mais de Intercept Brasil

Ver tudo ›

Mais em Política

Ver tudo ›