Policial aposentado é condenado a 28 anos de prisão por feminicídio de ex
O policial aposentado José Ricardo Silva Ribeiro foi condenado ontem a 28 anos de prisão pelo feminicídio da ex-esposa, Luanda Bittencourt Mota Ribeiro, assassinada em 2022 em Campos dos Goytacazes.
Júri entendeu que Ribeiro foi responsável pelo assassinato da mulher e que agiu de forma premeditada. Ele matou Luanda dentro de um estacionamento no centro da cidade do norte fluminense. A princípio, o homem cumprirá pena em regime fechado.
Denúncia contra o homem aponta que o crime aconteceu por ciúmes. O policial aposentado não aceitava um relacionamento que a vítima teve com outro homem enquanto eles estavam separados, mais de 20 anos atrás. Depois da primeira separação, o casal retomou o relacionamento, que foi acabado em outubro de 2021 a contragosto do condenado.
Durante o júri, testemunhas afirmaram que o policial aposentado era uma pessoa agressiva. A decisão assinada pelo juiz ressaltou que o homem mandou mensagens para a própria filha afirmando que mataria a ex, que era mãe dela. Ele classificou Ribeiro como alguém de "personalidade desajustada".
O UOL buscou a defesa de José Ricardo e aguarda retorno sobre o assunto. O espaço será atualizado se houver posicionamento.
Luanda Bittencourt foi baleada dentro de um estacionamento em Campos dos Goytacazes em fevereiro de 2022. José Ricardo estava esperando a mulher no local e discutiu com ela antes do assassinato, testemunhado por outras pessoas.
Após atirar contra a mulher, o policial aposentado fugiu do local. Ele foi preso dois dias depois pela Polícia Rodoviária Federal na BR-101, em Casimiro de Abreu.
A vítima foi socorrida ao hospital e passou semanas internada, mas morreu mais de 20 dias após o crime. Ela tinha 46 anos.
Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.
Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.
Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — Central de Atendimento à Mulher — e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.
Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e através da página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) . Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.