Com minério de ferro e petróleo jogando contra, Vale (VALE3) vê lucro cair 54%, para US$ 1,255 bilhão
O lucro veio abaixo das expectativas do mercado, com pressão em todos os lados; a mineradora também divulgou os dados de produção nesta quinta-feira
A Vale (VALE3) reuniu dois 'inimigos' de peso para o balanço deste terceiro trimestre (3T26) , divulgado há pouco: o minério de ferro, cujos preços continuam fracos, e o petróleo bombando. A combinação trouxe um resultado cruel para a mineradora: menos arrecadação e mais despesas. Assim, a companhia viu seu lucro líquido do trimestre cair 54%, para US$ 1,255 bilhão.
O número veio abaixo das expectativas de mercado, que apontavam para US$ 1,508 bilhão, de acordo com o consenso de mercado compilado pela Bloomberg. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) proforma caiu 20% em relação ao ano passado, para US$ 3,508 bilhões — um pouco acima do esperado, de US$ 3,324 bilhões, segundo o mesmo compilado.
A receita líquida em vendas entre junho e setembro ficou em US$ 10,599 bilhões, avanço de 2% ano a ano.
Segundo a mineradora, o desempenho pode ser explicado pela redução dos preços realizados de minério de ferro — que caíram 10% em base anual e trimestral, para US$ 85,1 por tonelada. Teve também a apreciação do real ante o dólar, que reduz os ganhos da empresa com exportações, já que as vendas são feitas na moeda norte-americana.
Além disso, a alta nos preços do bunker , combustível utilizado pelos navios que transportam o minério da Vale, também pressionou os resultados da companhia. O encarecimento do frete marítimo está ligado à alta do petróleo. Os efeitos já eram amplamente esperados pelo mercado, como mostrou esta reportagem do Seu Dinheiro . A mineradora também sofreu com os mesmos fatores no 2T26.
Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025 e 2026, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. A cobertura atual é de empresas abertas na bolsa de valores, com foco em blue chips. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.