Ebola mata 2.642 na República Democrática do Congo e papa pede ação global
O surto de Ebola na República Democrática do Congo atingiu 5.515 casos confirmados e matou 2.642 pessoas, de acordo com dados do governo divulgados pela Al Jazeera.
As autoridades detectaram 51 novos casos nas províncias de Ituri e Kivu do Norte. A taxa de letalidade subiu de cerca de 20% no início de junho para quase 48%, o que significa que quase metade dos infectados morre.
O rastreamento de contatos aumentou de 30% em junho para mais de 85%. Ainda assim, conflitos armados, deslocamentos, ataques contra equipes e instalações médicas e falta de infraestrutura dificultam o controle da doença.
Profissionais de saúde também foram atingidos pelo vírus. Cerca de 160 trabalhadores foram infectados e aproximadamente 45 morreram, informa a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Não há vacina ou tratamento aprovados para a variante Bundibugyo, responsável pelo atual surto. Chegaram ao país, na sexta-feira (21), 16.250 doses da vacina Ervebo, e a OMS prometeu disponibilizar 70 mil doses.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, defende ampliar a resposta de duas a três vezes. A entidade classifica o risco para o público global como baixo, mas considera muito alto o risco dentro da RDC.
O papa Leão pediu no domingo (23) que outros países ajudem a conter a epidemia. "Peço à comunidade internacional que responda de uma forma que também envolva as comunidades locais nos esforços de prevenção, para salvar o maior número possível de vidas", disse no Vaticano.
Este é o 17º surto de Ebola registrado na RDC e o mais letal da história do país. Declarada em meados de maio, a emergência de saúde pública de interesse internacional decretada pela OMS também abrange Uganda e pode superar o surto da África Ocidental de 2014 a 2016, que matou mais de 11 mil pessoas.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.