Marina Iris canta Wilson Moreira com conhecimento e reverência em álbum com raras pérolas negras do bamba que completaria 90 anos em dezembro
Marina Iris lança 'Banzo batucada', álbum em que canta 16 sambas de Wilson Moreira (1936 – 2018), compositor que faria 90 anos em dezembro Pedro Curi / Divulgação ♫ CRÍTICA DE ÁLBUM Título: Banzo batucada – Marina Iris canta Wilson Moreira Artista: Marina Iris Cotação: ★ ★ ★ ★ 1/2 ♬ Wilson Moreira Serra (12 de dezembro de 1936 – 6 de setembro de 2018) foi um dos bambas do samba do Rio de Janeiro.
Mas não costuma ser tão lembrado e/ou reverenciado quanto outros mestres da geração como Candeia (1935 – 1978), Martinho da Vila e mesmo Nei Lopes, o parceiro mais famoso de Wilson.
Daí a importância do álbum que Marina Iris lançará na sexta-feira, 25 de setembro, em edição da gravadora Biscoito Fino.
“Banzo batucada – Marina Iris canta Wilson Moreira” é songbook de quem conhece bem o compositor carioca que faria 90 anos em dezembro.
Álbum gravado sob direção artística da própria Marina Iris, com produção musical de Alaan Monteiro e Alessandro Cardozo, “Banzo batucada” está longe de ser tributo óbvio.
Tanto que a seleção de repertório ignora os standards da parceria de Wilson Moreira com Nei Lopes – “Coisa da antiga“ (1977)”, “Candongueiro” (1978), “Goiabada cascão” (1978), “Gostoso veneno” (1979) e “Senhora liberdade” (1979), imortalizados nas vozes de cantoras como Clara Nunes (1942 –1983), Beth Carvalho (1946 – 2019), Alcione e Zezé Motta – para pescar raras pérolas negras no baú de Wilson.
Uma das joias é “Coité, cuia” (Wilson Moreira e Nei Lopes, 1977), partido alto que Marina Iris junta com “Meu baio e meus balaios” (1975) em medley que reapresenta dois sambas esquecidos lançados na voz de Roberto Ribeiro (1940 – 1996), cantor relevante cuja discografia precisa ser mais bem explorada por intérpretes das novas gerações.
Capa do álbum 'Banzo batucada – Marina Iris canta Wilson Moreira', de Marina Iris Pedro Curi / Divulgação Marina Iris canta Wilson Moreira com reverência, sem invenção de moda e sem intenção de modernizar uma obra de força atemporal.
“Banzo batucada“ é álbum de quem está por dentro da roda.
Como Marina Iris e como Teresa Cristina, convidada da dona do disco na boa lembrança de “Alegria perdida (Yoyô de yayá)” (1974), partido alto de Wilson com Candeia, intérprete original do samba lançado há 52 anos.
Parceiro do bamba em “Judia de mim” (1986), Zeca Pagodinho também participa do álbum em outro samba que compôs com Wilson, “Moenda velha” (1993), em gravação feita com arranjo de Pretinho da Serrinha.
Com Jorge Aragão, Marina Iris revisita “Quintal do céu” (1986), samba melodioso de luminoso lirismo, típico de Aragão, parceiro de Wilson no samba lançado há 40 anos.
Precedido pelo single lançado em 3 de setembro com a gravação de “Nãna” (2011), o álbum “Banzo batucada“ alinha 18 sambas e um texto ao longo de 14 faixas.
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