“Descoberto” no Pantanal de MS, veado preto deixa de ser lenda para a ciência
Uma fêmea de cervo-do-pantanal com a pelagem muito mais escura que a coloração característica da espécie, fotografada há cinco anos em Mato Grosso do Sul, tornou-se o primeiro registro científico de melanismo já descrito para esse cervídeo.
O caso ocorreu na Caiman Pantanal, no Pantanal sul-mato-grossense, e integra um estudo publicado em agosto de 2026 na revista científica Notas sobre Mamíferos Sudamericanos.
Intitulado “First ever records of melanism in Marsh deer Blastocerus dichotomus”, traduzido como “Primeiros registros de melanismo em cervos-do-pantanal (Blastocerus dichotomus)”, o artigo é assinado por Diogo L.
L.
D.
Santana, Carlos E.
Fragoso, Marcos R.
M.
Brito, Taile E.
S.
Nascimento, Daniel A. da Silveira Filho e Walfrido M.
Tomas.
Os cinco primeiros autores são vinculados à Associação Onçafari, enquanto Tomas é pesquisador da Embrapa Pantanal, em Corumbá.
Conforme o estudo, o melanismo é uma condição genética caracterizada pela produção excessiva de melanina, que resulta em uma coloração de fundo mais escura.
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