Justiça absolve policiais acusados de matar 26 suspeitos do ‘novo cangaço’
A Justiça Federal absolveu seis policiais acusados de matar 26 suspeitos de envolvimento com roubo a instituições financeiras, crime conhecido como "domínio de cidades" ou "cangaço novo", em Varginha, no Sul de Minas.
A ação conjunta das polícias Rodoviária Federal (PRF) e Militar (PM) aconteceu em outubro de 2021.
Os réus eram quatro agentes da PRF e dois do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).
Os policiais foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por homicídio qualificado após as mortes ocorridas durante a operação.
Na decisão, o juiz federal Élcio Arruda, da 1ª Vara Federal Criminal de Uberaba, no Triângulo Mineiro, considerou que os agentes agiram em legítima defesa.
Leia mais: Domínio de cidades pode se tornar crime hediondo, com prisão por até 40 anos "Enfim, a polícia cumpriu seu desígnio constitucional de prover a segurança pública.
Coragem, destemor e arrojo nortearam a atuação dos bravos policiais engajados nos eventos.
Enquanto muitos se entibiariam ou debandariam, eles se arrojaram e porfiaram.
Mais uma láurea, sem dúvida, à gloriosa Polícia Rodoviária Federal e à não menos gloriosa e aguerrida Polícia Militar do Estado de Minas Gerais.
A contenção e a repressão ao crime organizado, exatamente em razão dele corroer as artérias da sociedade e de colocar em xeque o monopólio de violência estatal, constituem um ponto de inflexão no circuito da segurança pública, sem qualquer margem de tolerância", afirmou em um trecho da decisão.
Ainda de acordo com o magistrado, os suspeitos mortos, eram "malfeitores de elevada maturidade criminal", "experientes em delitos graves, sem nenhum respeito pela vida humana".
Não seriam vítimas.
"Os policiais não foram vilões, foram heróis", completou.
"Evidentemente, ninguém, em sã consciência, regozija-se ou se deleita com a morte de outrem, mesmo se facínora for.
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