Educação do DF manda servidores temporários submeterem qualquer atestado à perícia; sindicato critica
Escola Classe Varjão, no DF TV Globo/reprodução Um memorando publicado pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal impôs novas regras para a entrega de atestados médicos.
A medida, no entanto, vale apenas para professores comissionados ou contratados em regime temporário.
O documento exige que todos os afastamentos por razões médicas, mesmo que apenas de um dia, passem pela Perícia Médica Oficial do Distrito Federal para análise e homologação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp.
Os funcionários precisam apresentar os atestados até 48 horas após a emissão, exclusivamente pelo Sistema de Peticionamento Eletrônico (SisPE).
No documento, a Subsecretaria de Segurança e Saúde do Trabalho do DF afirma que "é vedado às chefias imediatas, às unidades de gestão de pessoas ou a quaisquer outros agentes administrativos exigir do servidor informações relativas ao diagnóstico, à CID ou às causas do adoecimento, ressalvadas as hipóteses expressamente previstas em lei." Burocratização A medida foi alvo de críticas por entidades sindicais e profissionais da categoria.
As declarações afirmam que o memorando impõe mais "burocracia, cobrança e desconfiança" para profissionais que precisam se afastar por razões médicas.
Em nota, o Sindicato dos Professores do DF diz que os profissionais temporários já vivem em condições de insegurança em razão do vínculo de trabalho frágil.
"É inadmissível que o governo trate o professor temporário dessa forma.
Esses profissionais já vivem uma situação de insegurança [...] e, quando precisam se afastar por motivo de saúde, encontram ainda mais burocracia, cobrança e desconfiança", diz a entidade.
"Em vez de acolher o trabalhador doente, o governo cria obstáculos, estabelece prazos rígidos e transforma um direito básico em mais uma fonte de pressão sobre o professor", adiciona.
Já a Secretaria de Educação do DF afirma que o memorando apenas cumpre uma regra estabelecida pelo governo para todos os servidores temporários – que precisam registrar seus afastamentos no eSocial, do governo federal.
Ainda segundo a pasta, a exigência de que o atestado seja apresentado em até 48 horas está em um decreto de 2012 e vale para todos os comissionados e temporários vinculados ao regime geral de previdência.
Implicações legais O advogado trabalhista Wallace Leones explica que a exigência de análise da perícia é legítima.
A forma como o protocolo é exigido, no entanto, pode configurar uma afronta ao direto ao atestado médico.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Distrito Federal.