Orlando Silva defende metarregulação de IA no Brasil
Orlando Silva , deputado federal (PCdoB-SP) e candidato à reeleição, defendeu a metarregulação (regulação da autorregulação) da inteligência artificial no Brasil.
Segundo ele, vivemos “em um pluralismo normativo, com regras estabelecidas pelo Estado e as definidas pela empresa”.
Ele explicou que, na prática, o país definiria princípios e normas infralegais flexíveis para garantir que as big techs tenham mecanismos de segurança em suas plataformas.
“A teoria regulatória em que há parâmetros sobre como o setor concedido deve atuar e prevê a supervisão e fiscalização do Estado não se aplica à tecnologia.
Pois, com tanta inovação, rapidamente ela ficaria obsoleta”, explicou Silva.
No entanto, Mauricio Cavallini, consultor em tecnologia e futuro do trabalho, vê a autorregulação como uma utopia.
“Não vejo isso na prática.
As redes sociais são multadas em valores altíssimos, mas o valor de suas ações segue em alta, porque a expectativa era de algo ainda maior.
Logo, os donos ficam mais ricos e não há incentivos para mudanças”, observou Cavallini.
Papel na educação Desde sábado, 12, os CEOs Dario Amodei (Anthropic), Sam Altman (OpenAI) e Elon Musk (xAI) vêm se posicionando a favor de uma legislação que regule o uso de inteligência artificial, para desacelerá-la e mitigar riscos.
Para o deputado federal, a discussão cabe apenas aos países centrais, pois o Brasil tem outras prioridades.
A mais urgente, segundo ele, é garantir infraestrutura escolar e capacitar professores.
“A IA não substituirá o professor, mas ele precisa estar qualificado para utilizá-la, especialmente em atividades repetitivas e de sobrecarga”, disse durante o Seminário Brasil Hoje , realizado em São Paulo, nesta segunda-feira, 14.
Iona Szkurnik, fundadora e CEO da Education Journey, considera um grande risco inserir essa tecnologia em escolas sem estudos e cuidado.
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