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Economia

Dólar sobe a R$ 5,147 e Bolsa cai com petróleo caro e expectativa de juros

UOL Economia ·
Dólar sobe a R$ 5,147 e Bolsa cai com petróleo caro e expectativa de juros

O dólar fechou em alta ante o real nesta segunda-feira (14), cotado a R$ 5,147, com agentes econômicos influenciados pelo preço do petróleo pressionado e pelas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Na Bolsa, o Ibovespa, índice de ações mais negociadas no Brasil, fechou em baixa.

Dólar sobe ante o real. Com variação positiva desde a abertura, a moeda americana fechou cotada no comercial para a venda a R$ 5,147, alta de 0,43% ante fechamento de sexta-feira (11). Na máxima de hoje, a divisa bateu R$ 5,18.

Semana passada, dólar oscilou numa faixa de quatro centavos. Considerando as cotações de fechamento, a divisa americana foi negociada entre R$ 5,09 e R$ 5,13. No exterior, a alta do petróleo alimentou ordens de compra da moeda americana, enquanto no ambiente doméstico, apostas de uma disputa eleitoral mais acirrada pela corrida presidencial sustentaram o real.

Ibovespa fechou em baixa. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 apresentava queda de 0,65% faltando 20 minutos para o fim da sessão, marcando 185.986 pontos. Na sexta, o indicador recuou, mas manteve os ganhos acumulados desde 17 de agosto, da ordem de 12,5%.

Incertezas desafiam manutenção do fluxo de capital externo para a Bolsa. No atual ciclo de alta do Ibovespa, o saldo das aplicações dos estrangeiros, grupo que responde por cerca de 60% do giro financeiro na Bolsa do Brasil B3 , está positivo desde 21 de agosto, somando aportes de R$ 11 bilhões.

O Ibovespa entrou em tendência de alta depois de muito tempo indefinido ou em baixa. Apesar disso, o movimento de valorização está seletivo e presente em um grupo restrito de ativos. Para distinguir se estamos em uma alta temporária ou numa tendência estrutural de valorização, precisamos acompanhar se a tendência segue restrita a poucos ativos ou se espalhará para o mercado como um todo. Lucas Piza , analista do Itaú BBA

Incertezas no Oriente Médio pressionam cotação do Petróleo. O contrato futuro do barril do tipo Brent avançou 1,02%, negociado a US$ 105,68. Impasse nas negociações para a reabertura da navegação no Estreito de Hormuz alimenta riscos de abastecimento global da commodity, dizem analistas. Com a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã para outros países, cresce a aversão ao risco nos mercados nas Bolsas ao redor do mundo.

Incertezas sobre juros também justificam cautela dos investidores. Na chamada 'super quarta-feira' , os bancos centrais americano e brasileiro vão anunciar as respectivas taxas de juros de referência das duas economias após encontros de política monetária.

Nos Estados Unidos, predomina aposta de que o Fed elevará os juros para conter a inflação. Indicadores de emprego fortes e alta de 0,4% nos preços ao produtor em agosto pressionam a política monetária. O Federal Reserve manteve a taxa na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano nos últimos cinco encontros, mas seus diretores sinalizaram preocupações com a inflação.

No Brasil, o mercado financeiro prevê novo corte na taxa Selic, em redução que pode ser a última. No mesmo dia, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central define a taxa básica de juros da economia brasileira.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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