Corinthians busca 'milagre' para buscar receitas em meio a antecipações
O Corinthians não tem, neste momento, previsão de receita suficiente para cobrir os próximos compromissos financeiros.
O UOL apurou que o fluxo de caixa do clube foi consumido por despesas correntes, dívidas e antecipações de receitas futuras.
Foi nesse cenário que o Corinthians acertou os salários registrados em carteira do elenco profissional horas antes do jogo contra o Estudiantes, em 16 de setembro. Parte do recurso também foi usada para quitar os direitos de imagem da equipe feminina antes da semifinal do Brasileiro, contra o Bahia.
O principal problema agora é encontrar recursos para os próximos pagamentos . O clube acumula dois meses de direitos de imagem em aberto com o elenco masculino e não tem previsão para quitar a pendência.
O Corinthians também não tem garantia de recursos para pagar os salários registrados em carteira referentes a setembro, segundo apurou o UOL. O vencimento ocorre até o quinto dia útil de outubro.
A última solução foi antecipar parte do dinheiro previsto no contrato de patrocínio máster com a Esportes da Sorte , conforme publicou o UOL nesta quarta-feira (23).
O UOL também apurou que a CBF havia antecipado receitas para permitir pagamentos nos meses anteriores, mas recusou nova solicitação do Corinthians em 11 de setembro.
Com a negativa, a diretoria recorreu ao valor que ainda poderia antecipar do contrato com a patrocinadora . A medida resolveu compromissos imediatos, mas reduziu a receita disponível para os meses seguintes.
Sem novas antecipações confirmadas, o clube precisa buscar recursos à medida que os vencimentos se aproximam.
Os empréstimos também deixaram de ser uma saída garantida. O Corinthians possui operações com diferentes instituições, mas encontra resistência para obter novos créditos nos grandes bancos, conforme apurou o UOL. Um novo empréstimo com o empresário Giuliano Bertolucci chegou a ser considerado antes dos jogos contra Estudiantes e Bahia, mas não foi realizado.
O Corinthians também não conseguiu arrecadar os R$ 151 milhões previstos no orçamento de 2026 com a venda de jogadores.
André é tratado internamente como um dos fatores que afetaram o planejamento. O volante esteve perto de ser vendido ao Milan por uma operação que deixaria cerca de R$ 100 milhões ao clube, mas o presidente Osmar Stábile barrou o negócio. A decisão passou posteriormente a ser admitida no clube como um erro.
O Corinthians tentou negociar André novamente no meio do ano, mas recusou oferta do Nottingham Forest de 12 milhões de euros, com outros 2 milhões em metas , e não recebeu nova proposta após apresentar sua contraproposta.
Breno Bidon também permaneceu . O meia recebeu sondagem do Besiktas, mas o clube turco não apresentou proposta oficial.
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