Ancelotti segue ideia de escalar melhores e mantém dificuldade de controle
Carlo Ancelotti quer ter time com mais controle de meio-de-campo, mais posse de bola, mas esbarra na ausência de grandes meio-campistas da geração brasileira. Não que a falta seja absoluta. Se há Danilo, do Botafogo, e Bruno Guimarães, não estão ausentes da geração bons números cinco e oito.
Estêvão pode ser meia central, mas sua tendência é acelerar, driblar, arrancar em direção ao gol. O dez, cerebral, não tem.
Então, o técnico italiano, criticado depois da pior campanha do Brasil em sessenta anos de Copa do Mundo, recorre a algo que nós, brasileiros, sempre repetimos: escala os melhores.
Não há sombra de dúvida de que Vini Junior, Estêvão, Endrick e Raphinha são os maiores talentos brasileiros atuais. Até porque acabou a conversa sobre Neymar. Vão jogar os quatro, juntos.
Provavelmente num 4-4-2 em que Estêvão e Raphinha voltam pelos lados, Vinicius e Endrick ficam mais livres.
Jogam os melhores, o que significa Vitor Reis na zagueiros, potencialmente o futuro da zagueiro.
Mas voltamos ao pré-Copa, ao debate sobre quatro atacantes, à tentativa de montar um time.
A dificuldade extra é recuperar Vini, que não está bem no Real Madrid - o Real não está.
E dar jogo a quem não joga em seus clubes: Endrick, Estêvão e Vítor Reis.
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