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Taxas de DIs longas caem com cenário eleitoral no radar antes do Copom

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Taxas de DIs longas caem com cenário eleitoral no radar antes do Copom

SÃO PAULO, 16 Set (Reuters) – As taxas dos DIs de médio e longo prazo fecharam a quarta-feira em baixa, novamente refletindo o cenário eleitoral, com investidores à espera da decisão sobre juros no Banco Central, no início da noite.

Após a decisão sobre juros do Federal Reserve, no meio da tarde, as taxas de curto prazo se reaproximaram da estabilidade, após uma manhã de quedas, enquanto os rendimentos dos Treasuries ganharam força no exterior.

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Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,22%, com queda de 14 pontos-base ante 14,364%.

As taxas se firmaram em baixa no Brasil logo no início do dia, após o Banco Central informar que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) caiu 0,2% em julho ante junho, conforme a série com ajuste sazonal.

O resultado, pior que a retração 0,1% projetada por economistas consultados pela Reuters, juntou-se a uma série de números mais recentes que sugerem perda de força da atividade econômica — o que favorece novos cortes da taxa básica Selic, hoje em 14%.

À tarde, o Federal Reserve anunciou alta de 25 pontos-base de sua taxa de juros, para a faixa de 3,75% a 4,00%, sinalizando novos aumentos nos próximos meses para conter a inflação no país.

Em suas projeções, os membros do Fed indicaram pelo menos mais uma alta de 25 pontos-base em 2026.

Em entrevista coletiva após a decisão, o chair do Fed, Kevin Warsh, ponderou que a inflação norte-americana está “alta demais” e está assim por “tempo demais”.

Em reação ao Fed, os rendimentos dos Treasuries ganharam força, com a taxa do título de dois anos — que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo — virando para o território positivo.

Ainda assim, as taxas dos DIs de médio e longo prazo se mantiveram em baixa.

“Temos um cenário externo adverso, com o Fed subindo juros e o petróleo acima de US$100 o barril, então era para a curva brasileira estar abrindo”, comentou o economista-chefe da BGC Liquidez, Felipe Tavares, já após a decisão do Fed.

“Mas o que está na cabeça de todo mundo é a eleição.

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