Haddad ataca Tarcísio por se apropriar de operações do MPSP: "Não é xerife"
O candidato a governador de São Paulo, Fernando Haddad (PT) , criticou o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) por ter cortado 50% da verba destinada ao combate ao crime organizado em São Paulo.
O ex-ministro da Fazenda afirmou na manhã desta quinta-feira (24/9) que as Polícias Civil e Militar estão sucateadas e que quer ser “o governador da Segurança Pública” no estado.
“Não é possível que com 60% dos paulistanos dizendo que esse é o maior problema, o governador corte 50% da verba para combater o crime organizado.
Como é que um cara que diz estar combatendo ao crime organizado corta metade da verba e vem posar do lado do Ministério Público?”, disparou Haddad durante sabatina no Metrópoles.
Segundo a proposta orçamentária para 2026, Tarcísio reduziu em 53% os recursos do ano passado para este.
O governo retirou R$ 355 milhões do Programa de Integração e Aparelhamento da Segurança voltado ao crime organizado.
Com isso, o orçamento caiu de cerca de R$ 666 milhões para aproximadamente R$ 310 milhões.
Fernando Haddad acrescentou que, em 2022, Tarcísio se comprometeu a mudar o índice de esclarecimento de crimes no estado de São Paulo, “porém não tocou mais no assunto”.
Segundo ele, existe “uma tentativa de mostrar Tarcísio como xerife” por conta de operações de sucesso da Polícia Federal no estado, mas “as coisas estão regredindo”.
O ex-ministro destacou durante a sabatina que pretende reforçar o combate ao crime organizado.
Ele citou a Operação Carbono Oculto como um “exemplo para o Brasil” e afirmou que, caso eleito, irá aumentar a atuação da Polícia Federal e da Receita Federal em São Paulo.
“O que eu quero é trazer esses dois braços para São Paulo.
Eu quero que do lado da Polícia Militar, do lado da Polícia Civil, a Receita Federal e a Polícia Federal integrem uma agência anti-facção.
Para que isso seja rotina, combate ao crime como rotina.
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