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Brasil

MP envia à Justiça Militar informações sobre 3 coronéis da PM de SP citados em ação contra operadores do PCC

G1 São Paulo ·
MP envia à Justiça Militar informações sobre 3 coronéis da PM de SP citados em ação contra operadores do PCC

Policiais Militares de alta patente de SP são citados em operação contra operadores do PCC O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) enviou à Justiça Militar informações sobre eventuais crimes cometidos por três coronéis da Polícia Militar (PM) para subsidiar uma possível abertura de inquérito contra eles.

A informação foi confirmada nesta terça-feira (15) pela TV Globo.

Os nomes dos oficiais José Augusto Coutinho, ex-comandante-geral da PM de São Paulo, Luiz Carlos Pereira Martins e um terceiro identificado apenas como “Patrício" foram citados em áudios e planilhas financeiras de operadores do Primeiro Comando da Capital (PCC).

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP investigava a atuação de membros da facção criminosa quando descobriu a proximidade dos alvos com coronéis da PM de São Paulo.

A Promotoria ainda não informou quais seriam as infrações que os oficiais teriam cometido, mas compartilhou o que apurou com o Tribunal de Justiça Militar (TJM).

Caso haja entendimento de que os militares cometeram alguma irregularidade, eles poderão ser investigados.

Quem são os oficiais O coronel da PM José Augusto Coutinho, ex-comandante-geral da Polícia Militar do Estado de SP.

Divulgação/GESP/Secom Entre os oficiais citados nas gravações e nos documentos anexados à investigação, destacam-se: o coronel PM José Augusto Coutinho, identificado como o comandante da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e do Comando de Policiamento de Choque (CPChoque) durante o período analisado; o coronel PM Luiz Carlos Pereira Martins, apontado nos autos como diretor de ensino da corporação, com registros de tratativas diretas e aberturas de canais particulares solicitadas por um investigado em setembro de 2023; e o coronel "Patrício", nome que figura de forma recorrente em planilhas de controle financeiro do grupo voltadas ao gerenciamento de despesas e vantagens indevidas.

A equipe de reportagem tenta contato com as defesas dos coronéis citados acima.

Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo.

Divulgação/MP-SP José Augusto Coutinho já havia sido citado em outras investigações.

Em abril, a equipe de reportagem revelou que o então ex-chefe da PM era mencionado em uma apuração sobre a atuação de policiais na segurança da Transwolff, empresa de ônibus investigada por ligações com o PCC.

Luiz Carlos Pereira Martins mantinha um grupo de WhatsApp, intitulado "Aniversário general", com Cléber Azevedo dos Santos, um dos presos na operação.

O MP não conseguiu indentificar quem seria "Patrício".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.

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