Investigação de um lado, 'acordões' nos bastidores: Master alimenta acusações cruzadas em Brasília
Fachada do Banco Master na Faria Lima e Daniel Vorcaro Amanda Perobelli/Reuters; Reprodução O leitor do blog sabe faz tempo: autoridades e políticos de Brasília preocupados com os efeitos do caso Master só pensam naquilo — no acordão.
Tentativas de construir uma saída política para o caso vêm sendo discutidas pelo menos desde dezembro.
Até aqui, porém, foram atropeladas pelos fatos: o avanço das investigações, os vazamentos, novas descobertas e a exposição de manobras discutidas em paralelo e implodidas no meio do caminho.
Mas, segundo fontes ouvidas pelo blog, nunca se desistiu de buscar uma “acomodação”.
Pelo contrário.
Agora, quem acompanha o caso Master e tem caneta em Brasília — com mais ou menos tinta — fala em acordões, no plural.
E os diferentes grupos se acusam, lado a lado, de buscar uma “acomodação”, eufemismo usado nos corredores do poder para o que adversários classificam como uma operação para abafar o caso.
“Ah, mas tem muita investigação rolando.
É impossível um acordão”, diz uma fonte ouvida pelo blog.
Outra rebate com uma comparação: Brasília vive hoje um clima pré-Mensalão, em que muitos se comportam como se pudessem tudo, sem cerimônia e longe do escrutínio público.
Depois do pré-Mensalão vieram o Mensalão e a Lava Jato.
E, na avaliação dessa fonte, o sistema sobreviveu, se reinventou e aprendeu a explorar brechas, nulidades e decisões judiciais.
A leitura é que isso alimentou novamente, em setores do poder, a sensação de que o custo da opinião pública pode ser administrado.
Quando falam em “acordões”, no plural, essas fontes descrevem duas suspeitas opostas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.