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Veja como identificar o golpe do boleto falso e evitar prejuízos

UOL Notícias ·

Segundo pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) com o Datafolha, de julho de 2024 a julho de 2025, a prevalência de golpes envolvendo Pix ou boletos falsos foi de 14,3%. Cerca de 24,1 milhões de pessoas foram vítimas. O prejuízo estimado chegou a R$28,8 bilhões, com perda média de R$1.198 por pessoa.

Segundo Raimundo Nonato, presidente da Associação Brasileira de Defesa dos Clientes e Consumidores de Operações Financeiras e Bancárias (ABRADEB), "os golpistas esperam que uma parcela das vítimas de fato possua aquele débito e realize o pagamento sem realizar as devidas verificações".

Outra prática recorrente é a criação de canais de atendimento falsos que reproduzem a aparência de empresas conhecidas. Sites clonados e perfis fraudulentos em aplicativos de mensagens são utilizados para enganar consumidores que procuram emitir uma segunda via de boleto ou esclarecer dúvidas sobre cobranças. Nesses casos, o documento fornecido pelos criminosos substitui a cobrança verdadeira por uma versão adulterada.

Entre as principais estratégias utilizadas pelos criminosos estão a criação de um senso de urgência e o apelo emocional. Mensagens que alertam para o vencimento iminente de uma conta, ameaçam a interrupção de serviços ou oferecem condições especiais de pagamento buscam induzir decisões rápidas, reduzindo as chances de verificação das informações.

Um dos métodos mais sofisticados envolve o "uso de informações precisas oriundas de vazamentos de dados", conforme o presidente da ABRADEB. Os criminosos conseguem identificar momentos específicos da vida financeira dos consumidores, como a contratação de serviços, o refinanciamento de dívidas ou a compra de veículos, alerta Nonato. Essas informações permitem que os falsos boletos sejam enviados justamente quando a vítima espera receber uma cobrança legítima.

Para tornar o golpe ainda mais convincente, os criminosos reproduzem a identidade visual das empresas que estão sendo imitadas. "Eles replicam com exatidão as logomarcas, as cores institucionais, as fontes e o layout completo das faturas reais de grandes concessionárias de serviços públicos, como água, energia e telefonia", alerta Nonato.

Embora o documento apresente o nome da empresa legítima, os dados vinculados ao código de barras ou à linha digitável direcionam o pagamento para contas pertencentes aos golpistas. Frequentemente, esses valores são recebidos por intermediários conhecidos como "laranjas" ou por empresas de fachada criadas para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Desviar o dinheiro pago pela vítima para uma conta bancária dos golpistas de forma técnica e operacionalmente legítima pelo banco. Os criminosos costumam substituir os dados do beneficiário original por uma conta sob seu controle, mantendo um boleto tecnicamente válido para os sistemas bancários.

Raimundo Nonato recomenda que os consumidores adotem uma "postura de vigilância constante" diante de cobranças recebidas. Um dos primeiros sinais de alerta é o remetente da mensagem.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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