'Escolhemos o mais rápido', diz chefe da Haas sobre Rafael Câmara
Não é de se estranhar que apareçam logotipos de marcas brasileiras no carro da Haas na próxima temporada da Fórmula 1. Afinal, o recém-contratado pela equipe norte-americana, Rafael Câmara, é apoiado por várias delas e especialmente o Bradesco foi importante na contratação dele, além do apoio da Ferrari, já que o brasileiro faz parte da academia de jovens do time italiano.
Todos os pilotos que avaliamos tinham apoio financeiro. Mas, como eu disse, felizmente, como a velocidade [de Câmara] era clara, isso não foi um fator determinante. Sempre afirmo que escolhemos o piloto mais rápido. Se a velocidade dos pilotos fosse igual, o talento fosse igual, então um fator secundário entraria em jogo. Ayao Komatsu, chefe da Haas
O próprio processo da Haas para definir quem entraria no assento de Esteban Ocon comprova essa ordem de fatores citada pelo japonês. É raro na Fórmula 1 moderna, até pela escassez de testes, que uma equipe organize três dias de atividades envolvendo quatro pilotos diferentes para avaliar qual piloto escolher.
Eles fizeram isso e colocaram na pista o titular Oliver Bearman junto com Câmara, indicado por uma de suas parcerias, a Ferrari; Ryo Hirakawa, indicado pela outra parceira, Toyota, que inclusive banca esse tipo de teste para a equipe; e o favorito àquela altura após ter feito um bom trabalho em testes anteriores com a Haas, Leonardo Fornaroli, piloto apoiado pela McLaren.
Foi nesse teste que Câmara foi tão superior aos outros na forma como lidava com a mudança constante nas condições de pista que o brasileiro convenceu Komatsu e o dono do time, Gene Haas.
O japonês foi, então, até Tóquio para explicar sua decisão à cúpula da divisão de competições da Toyota, que pressionava para ter um de seus pilotos como titular. Até porque a outra parceira, Ferrari, já tem Bearman. E Câmara foi confirmado como o escolhido ainda em setembro.
Dificilmente um piloto entra na Fórmula 1 sem trazer consigo nenhum tipo de patrocínio, especialmente em uma equipe como a Haas, a única que operou, em 2026, abaixo do teto orçamentário - ou seja, a receita deles foi menor que o teto de gastos relacionados à performance, enquanto há times grandes como Mercedes e McLaren com receitas próximas a 1 bilhão de dólares (mais de quatro vezes o valor do teto).
Por outro lado, até graças ao teto, mesmo as equipes menores já não precisam de quantias exorbitantes trazidas por pilotos que, muitas vezes, não trazem consigo também a velocidade na pista.
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