Dificuldades na guerra podem levar Rússia a agir contra Otan, dizem fontes
Autoridades da CIA (Agência Central de Inteligência) nos Estados Unidos avaliaram, antes da viagem do diretor John Ratcliffe a Moscou nesta semana, que a Rússia está em uma posição cada vez mais fraca no campo de batalha, o que poderia levá-la a tomar medidas militares contra a Otan.
As informações são de quatro fontes familiarizadas com o assunto ouvidas pela CNN .
Para a Rússia, o objetivo seria aumentar os custos do apoio à Ucrânia no conflito prolongado e pressionar por um acordo negociado favorável a Moscou — uma estratégia de “escalar para desescalar”.
Embora não houvesse informações específicas indicando que a Rússia estivesse planejando lançar um ataque de forma iminente, as fontes disseram que uma série de alertas de inteligência nas últimas semanas indicou que Moscou poderia tomar diferentes medidas: intensificar esforços de sabotagem, realizar ataques cibernéticos ou com drones, ou até mesmo uma ação mais grave, como uma tomada de território na Europa.
Leia Mais Chefe da espionagem russa confirma reunião com diretor da CIA em Moscou Drones russos mapeiam e expõem falhas na defesa aérea da Otan Análise: Otan e UE condenam Rússia após drone invadir a Romênia Pelo menos um relatório recente de inteligência, divulgado antes da viagem de Ratcliffe, avaliou que o presidente russo, Vladimir Putin, provavelmente acredita que os Estados Unidos não arriscariam se envolver em outro conflito porque isso iria contra a opinião pública americana, segundo uma das fontes.
Isso poderia dar a ele confiança para agir, à medida que as consequências do conflito continuam aumentando para a Rússia.
Outra fonte observou que a Rússia está atolada nas linhas de frente na Ucrânia e enfrenta dificuldades econômicas crescentes tanto por causa das sanções ocidentais quanto dos ataques ucranianos à sua infraestrutura energética.
“Eles estão na defensiva”, disse essa fonte.
Saiba mais O diretor da CIA, John Ratcliffe, realizou uma viagem a Moscou para alertar o serviço secreto russo sobre as consequências de um eventual ataque a países membros da OTAN.
A missão foi a primeira de um diretor da agência à capital russa desde 2021, quando o diretor da CIA no governo de Joe Biden, William Burns, foi pessoalmente avisar o presidente russo, Vladimir Putin, contra a ideia de invadir a Ucrânia — advertência que não foi acatada, já que a ofensiva ocorreu três meses depois.
Fontes ouvidas pela CNN confirmaram que o objetivo de Ratcliffe foi semelhante ao de seu antecessor: comunicar a Putin as consequências de uma possível ação militar russa contra nações integrantes da aliança.
No entanto, Donald Trump negou publicamente essa narrativa e afirmou não estar preocupado com tal possibilidade.
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