Brava Energia (BRAV3): Fitch eleva notas de crédito, de olho na gestão da Ecopetrol
A agência classificadora de riscos Fitch Ratings removeu a observação positiva e elevou os IDRs (ratings de inadimplência do emissor) de longo prazo em moedas estrangeira e local da Brava Energia (BRAV3) para ‘BB’, de ‘BB-, e seu rating nacional de longo prazo para ‘AA+(bra)’, de ‘AA-(bra)’.
A agência também elevou para ‘BB’, de ‘BB- ’ , o rating das notas com garantia real, no montante de US$ 500 milhões, com vencimento em 2031, emitidas pela 3R Lux.
A perspectiva dos ratings corporativos é estável.
De acordo com a equipe de analistas da Fitch, a elevação das notas de crédito decorre da aquisição do controle da Brava pela Ecopetrol, incorporando uma elevação de um grau a partir do perfil de crédito individual (PCI) da Brava, ‘bb- ’ .
“A escala e a presença da Brava no mercado brasileiro sugerem incentivos estratégicos relevantes para o suporte da empresa colombiana, uma vez que a transação amplia em 12% as reservas provadas de óleo e gás da Ecopetrol (459 milhões de barris de óleo equivalente – boe) e estende ligeiramente a vida útil de suas reservas 1P, de sete anos”, dizem os analistas.
A operação, na visão da Fitch, também eleva a produção em cerca de 11% e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado em 10%.
A perspectiva estável reflete a expectativa da Fitch de que a Brava será capaz de repor as reservas produzidas e manterá pelo menos 400 milhões de boe em reservas provadas ao longo do horizonte da projeção.
Considera também que a possível disputa envolvendo o campo de Atlanta não resultará em impacto relevante no perfil de crédito da Brava.
O PCI da Brava é sustentado por diversificada base de ativos, reservas expressivas e alavancagem em queda.
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Gestão da Ecopetrol Nesta semana, a Ecopetrol realizou teleconferência com investidores e analistas, a primeira após a companhia colombiana assumir o controle da junior oil brasileira, para detalhar os próximos passos para a Brava Energia.
Segundo analistas, a colombiana apresentou um plano de criação de valor.
As metas de curto prazo, até o final de 2026, estarão concentradas no fortalecimento da estrutura de governança, sem mencionar planos de realizar mudanças – apenas afirmando que está avaliando oportunidades nesse tema.
A princípio, o plano é integrar a Brava ao ciclo de planejamento e reporte da Ecopetrol, respeitando os acionistas minoritários, que detêm 49% de participação, ao mesmo tempo em que alinha os planos de negócios e as decisões de alocação de capital.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.