Estrangeiros já tiram R$ 15,6 bilhões da bolsa brasileira em agosto
Os investidores estrangeiros já retiraram R$ 15,63 bilhões da bolsa brasileira em agosto até o dia 13, segundo levantamento da Elos Ayta publicado nesta segunda-feira (17).
A prévia do mês representa a maior saída mensal registrada pela série histórica da consultoria desde janeiro de 2022, superando a fuga de quase R$ 15 bilhões observada em maio deste ano , em meio ao cenário de incertezas com política fiscal e proximidade do processo eleitoral.
Leia Mais Uso de IA pode gerar "dívida cognitiva", alerta estudo Presidente do BB vira alvo da CVM por declarações na divulgação do 2° tri Casas Bahia: Clientes podem ser prejudicados por pedido de recuperação? O dado chama atenção uma vez que este é ainda o recorte parcial do mês, destaca o CEO da Elos Ayta, Einar Rivero.
“Embora o resultado não permita antecipar o saldo final do mês, o ritmo de saída observado até agora coloca o fluxo estrangeiro na B3 em um nível de atenção”, ressalta o analista.
“O levantamento da Elos Ayta acompanha a movimentação mensal dos investidores estrangeiros e permite dimensionar a intensidade da mudança de fluxo ao longo dos últimos anos”, pontua.
O movimento reforça o sentimento de cautela que ronda a Bolsa brasileira, que registrou nesta segunda chegou ao 10º pregão seguido de resultado negativo.
O movimento também mostra reversão do comportamento visto no primeiro semestre, sobretudo nos primeiros meses de 2026.
Em janeiro, o Ibovespa registrou saldo positivo de R$ 26,31 bilhões em capital estrangeiro – mais do que todo o acumulado em 2025.
A partir do segundo trimestre, entretanto, o comportamento mudou, com saídas de R$ 14,91 bilhões em maio e R$ 7,79 bilhões em junho .
O movimento visto no início do ano refletia uma série de fatores que culmiraram favorecendo o mercado doméstico.
À época, o mercado estimava que a Selic iria encerrar o ano em 12,25% ao ano, trazendo mais atratividade aos ativos de renda variável.
Agora, porém, as expectativas apontam para a taxa de juros em 13,75% ao ano, segundo os dados mais recentes do Boletim Focus.
A bolsa brasileira, assim como outros mercados emergentes, também foi favorecida no início do ano por um movimento de rotação de carteiras, com investidores buscando alternativas ao mercado dos EUA em meio aos sinais de incertezas gerados pelo governo de Donald Trump.
Por Lucinda Pinto: Juro alto é golpe final em crise de anos da Casas Bahia | FECHAMENTO DE MERCADO
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.