Ameba “comedora de cérebro”: entenda como parasita age e destrói neurônios
A infecção provocada pela ameba microscópica Naegleria fowleri , conhecida popularmente como “ameba comedora de cérebro” , causou a morte de uma criança de oito anos em Ruston, no norte da Louisiana (EUA), durante o último fim de semana.
O parasita de vida livre, que habita ambientes de água doce e quente como lagos e rios, infiltra-se no organismo humano exclusivamente quando a água contaminada entra com força pelas vias nasais.
De acordo com os familiares da criança morta na Louisiana e de autoridades de saúde da região, a infecção teria sido contraída enquanto a menina nadava em um lago próximo à sua casa.
Uma vez no nariz após contato com a água, a ameba migra para o cérebro, onde causa a meningoencefalite amebiana primária (MAP) — uma infecção neurológica destrutiva que, embora extremamente rara, possui taxa de letalidade próxima a 100%.
Leia Mais Parasita mortal é detectado em gado nos EUA e ameaça produção de alimentos Focas raras tiram "soneca" em caverna para escapar de turistas Barata sobe em jornalista e viraliza: entenda os riscos do contato Mecanismo de contágio e prevenção Diferente de outros parasitas aquáticos , a Naegleria fowleri não causa infecção se for ingerida pela boca e não é transmitida de pessoa para pessoa.
O contágio ocorre estritamente durante atividades recreativas aquáticas, como mergulhar, nadar ou pular em águas doces mornas, especialmente no verão.
O impacto físico da entrada da água sob pressão pelo nariz facilita a migração do micro-organismo até o sistema nervoso central.
Sintomas iniciais e evolução rápida O maior desafio médico no tratamento da infecção reside na rapidez de sua progressão.
Os sintomas da ameba manifestam-se de forma semelhante a outras infecções comuns em seu estágio inicial, incluindo: Dor de cabeça muito forte e febre alta; Náuseas e vômitos frequentes.
Em poucos dias, a infecção progride para um quadro clínico severo caracterizado por rigidez na nuca, visão dupla, confusão mental, alucinações e perda de equilíbrio.
O óbito costuma ocorrer em decorrência de lesões cerebrais graves e de um inchaço cerebral significativo.
Mudanças climáticas e expansão geográfica Os registros históricos apontam que a contaminação é rara.
Nos Estados Unidos , por exemplo, foram confirmados apenas 180 casos entre os anos de 1937 e 2025.
No entanto, pesquisas científicas recentes sugerem que as mudanças climáticas estão elevando a temperatura de corpos d’água em regiões tradicionalmente mais frias ao norte.
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