Opportunity e 4UM escolhem seus alvos para novas concessões de rodovias
Ao criar uma joint venture para disputar leilões de infraestrutura, a Nova Rodovias uniu características complementares de seus sócios: a robustez financeira do grupo Opportunity e a experiência em construção da 4UM Investimentos — formada pelas empreiteiras JMalucelli, Carioca Engenharia, Aterpa e Senpar.
Em seis meses, essa aliança levou duas concessões no setor: a BR-381 em Minas Gerais, conhecida como Rodovia da Morte pela periculosidade de suas curvas, e a BR-364 em Rondônia.
Em 30 anos de contrato, serão cerca de R$ 21 bilhões de desembolsos nos dois trechos, que somam quase mil quilômetros de extensão.
Enquanto enfrenta desafios como falta de mão especializada e o aumento nos preços de insumos, a Nova Rodovias conseguiu antecipar a entrega de obras nos dois estados, como duplicações e pavimentação de acessos.
Agora, planeja seus próximos passos e foca em três ativos no curto prazo: a Rota Agro Central, a relicitação da BR-163 entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), a concessão da antiga Via Bahia.
O objetivo é levar duas das três concessões, segundo o CEO da empresa, Marcelo Stachow, que deixa claro: “Gostamos de capex alto.
A capacidade do grupo de se alavancar com equity é grande.
E sobra capacidade de execução”.
Motiva encerra ciclo de leilões rodoviários no curto prazo Brasil coloca empresas no topo do ranking global de concessões rodoviárias Setor de rodovias cobra continuidade das concessões após ciclo eleitoral Em entrevista à CNN , o executivo afirma que já estão sendo feitos estudos de tráfego e a estruturação dos investimentos, com prioridade para a Rota Agro Central, um corredor logístico que liga Cuiabá (MT) a Vilhena (RO).
O leilão estava previsto inicialmente para este ano, mas atrasou e deve ocorrer somente em 2027.
“É um trecho que tem total sinergia com o nosso negócio”, diz Stachow, referindo-se à concessão da BR-364, entre Vilhena e Porto Velho.
No caso da BR-163, a atual concessionária fez uma repactuação do contrato no âmbito da Secex Consenso, a secretaria de soluções consensuais do TCU (Tribunal de Contas da União).
A renegociação incorporou uma exigência de 246 quilômetros de duplicação, além de outros investimentos, e terá um novo leilão em 12 de novembro.
Já a antiga concessão da Via Bahia, que engloba um eixo rodoviário entre Salvador e Feira de Santana, foi encerrada por meio de um acordo com o governo e será colocada novamente em leilão — agora rebatizada de Rota 2 de Julho.
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