Juíza dos EUA mantém ordem de Trump que restringe cidadania por nascimento em vigor
Trump assina decreto para banir 'turismo de nascimento' nos EUA Um juiz federal recusou-se na sexta-feira a bloquear imediatamente a implementação, pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump, de uma nova ordem executiva que limita o número de pessoas elegíveis para a cidadania por nascimento.
A ordem foi emitida por Trump após a Suprema Corte dos EUA rejeitar sua tentativa anterior.
A juíza distrital dos EUA, Deborah Boardman, em Greenbelt, Maryland, rejeitou um pedido de liminar apresentado por defensores dos direitos dos imigrantes, que no ano passado haviam obtido uma decisão judicial dela impedindo o governo Trump de implementar sua ordem executiva inicial de 2025, que restringia a cidadania por nascimento.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (6) dois decretos para restringir o acesso à cidadania americana para filhos de estrangeiros.
O primeiro trata de casos de "turismo de nascimento" -- quando estrangeiros viajam aos EUA para que seus filhos nasçam no país e obtenham a cidadania americana.
Já o segundo impede o reconhecimento da cidadania americana de crianças nascidas nos EUA que sejam filhas de integrantes de missões diplomáticas.
A proposta ainda pode ser estendida, no futuro, a territórios americanos como Porto Rico, caso o Congresso concorde em alterar as regras atuais. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Entenda o que muda para famílias brasileiras com a nova norma ➡️ O decreto argumenta que a prática de viajar ao país apenas para garantir cidadania automática aos recém-nascidos é uma exploração indevida do sistema de imigração e uma ameaça à segurança nacional.
A informação foi adiantada pelo site Axios.
As medidas representam uma nova tentativa de Trump de limitar a cidadania por nascimento no país.
Em junho, a Suprema Corte derrubou um decreto mais amplo assinado pelo presidente no dia de sua posse, que buscava retirar a cidadania automática de filhos de imigrantes nascidos em território americano.
Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com jornalistas em Paris, em 17 de junho de 2026.
Reuters/Evelyn Hockstein Segundo o republicano, as medidas representam uma resposta ao julgamento da corte constitucional , que ele classificou como "muito infeliz".
"Pessoas ricas estão construindo negócios em torno da cidadania por nascimento.
Não era assim que deveria funcionar. [...] Estão comprando seu caminho para entrar, e não vamos permitir que isso aconteça", justificou o presidente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.