Pesquisas mostram que perspectiva de crise vai influenciar o voto
Faltam quarenta dias para a primeira rodada de votação, informa o calendário.
Chega-se à reta final das eleições com a novidade de que, por enquanto, o cenário é basicamente o mesmo de seis meses atrás.
Metade do eleitorado ainda não menciona espontaneamente em qual candidato à presidência da República pretende votar no dia 4 de outubro.
Quando incentivados a escolher numa lista de candidatos, destacam Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Eles são preferidos por maioria relativa: Lula leva 40% das intenções de voto; Flávio Bolsonaro fica com 35%, na média.
A cinco semanas do primeiro turno, paradoxalmente, os líderes nas pesquisas continuam recordistas de rejeição eleitoral.
Metade do eleitorado diz que não vota neles “de jeito nenhum” há mais de seis meses.
Continua após a publicidade A disputa parece congelada, em prolongada estabilidade na preferência e na rejeição eleitoral desde março até o início desta semana, que marca a abertura da etapa final da disputa eleitoral. <span class="hidden">–</span> ./VEJA Continua após a publicidade É o que mostra o agregador de pesquisas do portal Poder 360, que pondera a média das sondagens realizadas em todo o país por 22 empresas, desde a segunda-feira 2 de março até o último domingo 23 de agosto.
É muito provável que essa imobilidade comece a mudar a partir da semana que vem, em consequência do ritmo mais veloz da campanha com uma intensa propaganda no rádio, na televisão e na internet.
Continua após a publicidade <span class="hidden">–</span> ./VEJA No panorama dos últimos seis meses predomina o sentimento de estagnação da economia.
É a avaliação de metade do eleitorado, informa a Nexus em pesquisa divulgada nesta segunda-feira (24/8).
Significa que a decisão de voto tende a ocorrer num ambiente de insegurança econômica, ou seja, a perspectiva de crise vai influenciar a votação.
Continua após a publicidade Sinais de dificuldades crescentes na economia estagnada, e com uma taxa de juros das mais altas do planeta, ficaram ainda mais perceptíveis na quebra de redes de varejo popular (Casas Bahia e Marabraz, entre outras), referenciais na concessão de crédito para consumo à maioria pobre e residente na periferia das maiores cidades. <span class="hidden">–</span> ./VEJA Continua após a publicidade A perspectiva de crise deve empurrar os candidatos à presidência a uma situação que, até agora, eles têm conseguido evitar: apresentar propostas coerentes e consistentes para que o país deixe de ser a fábrica de pobreza que se tornou em décadas de economia estagnada, prisioneira da baixa renda.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.