O momento difícil e seus desafios que atingem o varejo brasileiro
Dr.
Valmir Martins, Presidente da ACIL Crédito: Divulgação.
Como presidente da Associação Comercial e Industrial de Limeira, tenho acompanhado as dificuldades que nossos empresários enfrentam todos os dias para manter seus negócios de pé, gerar empregos e continuar acreditando no Brasil.
E é justamente por estar ao lado de quem empreende em nossa cidade e em nosso país que sinto a responsabilidade de trazer esse debate para o centro da conversa.
Começo pelo que considero o maior desafio estrutural do país: a reforma tributária.
O Brasil precisa, de fato, simplificar seu sistema de impostos e desburocratizar o ambiente de negócios.
Mas simplificar não pode significar apenas trocar um modelo complexo por outro igualmente pesado, que continue recaindo sobre o consumo e sobre quem produz.
Hoje a arrecadação tributária está concentrada justamente ali, na renda do trabalho e no ato de comprar, ou seja, no consumo.
Precisamos de um modelo que permita ao cidadão consumir, ao empresário investir e ao país crescer de forma sustentável.
Esse desequilíbrio se conecta diretamente a outro ponto sensível: o custo do crédito.
Quando o governo não se preocupa em equilibrar as contas públicas, o custo do dinheiro sobe para todos.
É a mesma lógica de qualquer empresa: quanto maior o risco, maior o custo do capital.
E quem paga essa conta, no fim, é o varejo com juros altos que reduzem o poder de compra da população, aumenta a inadimplência e desestimulam o investimento, enquanto ampliam a distância entre quem tem capital disponível e quem depende do salário para viver.
Some-se a isso o crédito consignado, uma modalidade que nasceu com propósito positivo, mas que, sem uma política séria de educação financeira, tem levado famílias inteiras ao limite do endividamento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.