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MP arquiva investigação contra ex-delegado-geral da Polícia Civil do ES por suposta perseguição a outro delegado

G1 Espírito Santo ·
MP arquiva investigação contra ex-delegado-geral da Polícia Civil do ES por suposta perseguição a outro delegado

Delegado José Darcy Arruda, chefe da Polícia Civil do Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) arquivou a investigação criminal contra o ex-chefe da Polícia Civil do estado, José Darcy Arruda, que havia sido denunciado pelo delegado Alberto Roque Peres por abuso de autoridade, coação e perseguição.

O caso teve início em março deste ano, quando Peres deu uma entrevista ao Fantástico, da TV Globo, apontando que um investigador da corporação seria o "maior traficante do estado". 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Antes de a reportagem ir ao ar, Arruda determinou que a Corregedoria investigasse o próprio Peres para verificar se ele possuía provas das acusações, ato que o delegado denunciou à Polícia Federal como uma retaliação ilegal.

Na decisão de arquivamento, assinada nesta quinta-feira (3), o promotor Aloyr Dias Lacerda concluiu que o ex-delegado-geral não cometeu infração penal.

O Ministério Público entendeu que Arruda atuou em cumprimento de seu dever legal e no exercício regular de suas funções como delegado geral, já que, como chefe da instituição, tinha a obrigação de ordenar uma verificação interna preliminar para proteger a credibilidade da Polícia Civil diante da repercussão negativa do caso na mídia nacional.

Agora no g1 Entenda o caso Alberto Roque Peres foi testemunha e colaborador na Operação Turquia, uma ação conjunta da Polícia Federal e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para apurar o desvio de drogas e armas apreendidas por agentes do Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil do Espírito Santo.

Na entrevista exibida pela TV Globo, Peres confirmou que o investigador Eduardo Tadeu, conhecido como "Dudu", era o principal traficante do Espírito Santo.

Após a sua colaboração, que era sigilosa, Peres alegou ter sofrido perseguição pública e retaliação de Arruda, que além de mandar a Corregedoria investigá-lo, revelou seu nome publicamente em uma entrevista à TV Gazeta.

O delegado, então, apresentou uma notícia-crime na Polícia Federal e na Ouvidoria do MPES, acusando o chefe de coação, prevaricação, denunciação caluniosa e obstrução de investigação de organização criminosa.

O que disse a defesa de Arruda Ao prestar esclarecimentos ao Ministério Público, José Darcy Arruda afirmou que a ordem de apuração interna não foi uma perseguição pessoal, e sim motivada pelas suas funções como delegado-geral.

Segundo ele, as declarações públicas de Peres em rede nacional abalaram a imagem e a credibilidade da corporação, o que exigia uma postura ativa da administração pública para não configurar omissão estatal.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Espírito Santo.

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