Brasil apresenta modelo agrícola para cooperação com Sudeste Asiático
O modelo brasileiro de desenvolvimento agropecuário entrou na agenda de aproximação do Brasil com o Sudeste Asiático.
Em visita à Embrapa, o secretário-geral da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), Kao Kim Hourn, conheceu tecnologias e sistemas produtivos desenvolvidos no País em uma agenda voltada à ampliação da cooperação em agricultura, segurança alimentar, ciência e inovação.
A passagem pela estatal brasileira de pesquisa a primeira visita de um secretário-geral da ASEAN ao Brasil.
A viagem de Kao Kim Hourn ocorreu entre os dias 18 e 21 de agosto e incluiu compromissos em Brasília e São Paulo com representantes do governo e do setor privado.
Na Embrapa, a comitiva conheceu pesquisas desenvolvidas para transformar áreas originalmente consideradas de baixa aptidão agrícola, especialmente no Cerrado, em regiões de produção de alimentos.
Entre os temas apresentados estiveram sistemas sustentáveis de produção e tecnologias adaptadas às condições tropicais.
Leia Mais Brasil aposta na diplomacia e no agro para preservar relações comerciais Além de carne, Brasil quer exportar mais frutas e café à Coreia do Sul Alckmin prevê dobrar comércio com Coreia do Sul e anuncia missão para carne O interesse ocorre em meio ao esforço brasileiro para aprofundar as relações com uma região que ganha peso tanto como destino das exportações nacionais quanto como parceiro estratégico para segurança alimentar.
A ASEAN reúne 11 países — Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Filipinas, Singapura, Tailândia, Timor-Leste e Vietnã — e representa um mercado superior a 700 milhões de habitantes.
Durante a visita, representantes brasileiros destacaram o potencial de intercâmbio de tecnologias agrícolas, principalmente diante de desafios compartilhados pelos países tropicais, como mudanças climáticas, necessidade de aumento de produtividade e produção de alimentos com menor impacto ambiental.
O Brasil tornou-se Parceiro de Diálogo Setorial da ASEAN em 2022.
Desde então, os dois lados avançam em uma agenda de cooperação que atualmente inclui áreas como comércio e investimentos, agricultura e segurança alimentar, energias renováveis, ciência e tecnologia e ações relacionadas ao clima.
O intercâmbio entre Brasil e ASEAN chegou a cerca de *US$ 38 bilhões em 2025*, ante aproximadamente US$ 3 bilhões em 2003.
Durante encontro com Kao Kim Hourn em Brasília, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o comércio com o Sudeste Asiático poderá, nos próximos anos, superar as trocas brasileiras com parceiros tradicionais, como Estados Unidos e União Europeia.
Países do bloco já ocupam posições relevantes para o agronegócio brasileiro.
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