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Eleições 2026: O que Lula e Flávio Bolsonaro propõem para reforma tributária

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Eleições 2026: O que Lula e Flávio Bolsonaro propõem para reforma tributária

A reforma tributária, uma das principais mudanças econômicas aprovadas durante o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), poderá sofrer alterações logo no início de 2027, dependendo do resultado da eleição presidencial.

O presidente defende a continuidade da implementação do novo sistema de impostos, caso reeleito, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) pretende rever parte das regras antes que a transição avance.

A principal preocupação apresentada pelo senador é a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que poderá se aproximar de 28%.

Flávio considera o percentual elevado e afirma que a reforma precisa ser ajustada para reduzir a carga sobre consumidores e empresas.

Sua equipe também propõe eliminar o mecanismo que permite recolher tributos automaticamente no momento do pagamento de compras e serviços, conhecido como split payment .

Lula sustenta a manutenção da reforma aprovada, que prevê que a substituição dos atuais impostos por um sistema unificado de cobrança deve simplificar a tributação, diminuir a burocracia e reduzir distorções entre setores econômicos.

Seu programa de governo prevê concluir a implementação da reforma, mantendo os mecanismos de devolução de impostos para famílias de baixa renda e os tratamentos diferenciados já aprovados.

Leia também Lula promete reajustes, Flávio propõe mudanças: o futuro dos programas sociais Lula aposta em reajustes e ampliação dos programas existentes; Flávio promete manter benefícios, criar regra de transição para quem conseguir emprego e integrar assistência social a crédito e qualificação Lula mira abstenção, Flávio aposta em aliados: as estratégias da última semana Campanhas intensificam viagens pelo país e disputam mobilização no Sudeste O debate ganhou importância na reta final do segundo turno porque o próximo presidente assumirá justamente quando a reforma entrará em uma de suas etapas mais relevantes.

A partir de janeiro, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) começará a substituir tributos federais , enquanto empresas terão de adaptar seus sistemas às novas exigências fiscais.

Flávio quer reduzir alíquota e acabar com cobrança automática O posicionamento de Flávio Bolsonaro sobre a reforma mudou ao longo da campanha.

Em maio, ainda na pré-campanha, o senador chegou a sugerir a revogação do modelo aprovado pelo Congresso em 2023.

Na ocasião, criticou a criação do Imposto Seletivo, destinado a produtos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, e questionou os ganhos de simplificação tributária.

Em outubro, o candidato passou a defender a preservação dos avanços obtidos com a unificação de tributos, acompanhada de uma revisão das regras de cobrança.

Em entrevista coletiva no dia 13, Flávio afirmou que a reforma precisa ser reavaliada para evitar uma tributação excessiva.

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