Projeto Trem Intercidades do Tarcísio é fraco e vai atrasar por repetir erros
Tarcísio faz muito marketing de obras, mas projeto não é priorizado no orçamento, que foca em obras rodoviaristas; já os trens, na mão de empresas privadas, vão avançar lentamente O governador Tarcísio de Freitas se vangloria de fazer muita obra, mas um olhar mais atento sobre suas entregas revela mais fragilidades do que qualidade.
Os problemas enfrentados pelas concessões da CPTM e do Metrô são exemplos disso.
O trem regional, chamado de Trem-Intercidades – TIC, também vai ser.
A retomada do transporte ferroviário de passageiros no Brasil é importante e o Governo Federal também tem caminhado nesse sentido, apesar das propostas tímidas.
Mas, o projeto paulista, iniciado pelo ex-governador João Doria e continuado por Tarcísio, não está retomando apenas os trens de passageiros do século passado, mas também os erros cometidos naqueles projetos que levaram ao seu desmonte.
Ao contrário do que muita gente imagina, o governo paulista não está construindo uma nova linha ferroviária entre São Paulo e Campinas.
O que está sendo feito é a reforma dos trilhos existentes, que hoje são utilizados apenas para carga e, em parte, a linha 7 da CPTM, além da adequação das estações.
Essa escolha traz problemas.
A começar que esse ramal hoje só possui uma via férrea para os dois sentidos, como se fosse uma única faixa de carros.
Se isso já é ruim para a carga, para o transporte de passageiros é inviável.
Além disso, o formato desta linha, suas curvas e ângulos, são do projeto original da Ferrovia Santos-Jundiaí, do século XIX.
O que não permite velocidades altas e nos deixa muito longe dos trens de alta velocidade europeus e asiáticos.
Talvez mais grave do que utilizar uma obra da época da monarquia, é copiar a mesma estratégia de gestão.
Assim como os trilhos da São Paulo Railway, a esperança do Tarcísio é que o privado construa e preste o serviço de transportes no Trem Intercidades.
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