“Mau-caráter”: ex-Bahia detona argentino acusado de vender licenças para treinadores
O ex-jogador do Esporte Clube Bahia, Carlos Alberto, criticou, nesta quarta-feira, 7, o ex-jogador de Flamengo e Palmeiras, Alejandro Mancuso, acusado de vender diplomas falsos de treinador.Mancuso prometia licenças ligadas à tradicional Associação de Técnicos de Futebol Argentino (ATFA) sem a necessidade de cumprir os aproximadamente três anos de curso exigidos pela entidade.“Ele é um mau-caráter”, afirmou Carlos AlbertoCom a repercussão do caso e a revelação de que diversos jogadores foram vítimas de Mancuso, o ex-Bahia, Carlos Alberto, revelou que, em 2020, foi procurado pelo argentino, porém não aceitou a oferta.
A revelação foi feita em uma entrevista durante o programa “De Primeira", do Canal UOL.“O Mancuso, me ofereceu esse serviço em 2020.
Inclusive, na minha opinião, ele tem que ser preso, porque ele é um mau-caráter”, exaltou Carlos Alberto.
Carlos Alberto pelo Bahia - Foto: Reprodução Além disso, o ex-meia-atacante do Bahia afirmou que a abordagem foi rápida e, mesmo com a negativa da oferta, Mancuso ainda pediu que o ex-atleta o indicasse para outras pessoas.“Ele falou: ‘Você pode me indicar?' Eu falei: 'Se eu não estou querendo, o mal que eu não quero pra mim, eu não vou indicar pra ninguém'”, afirmou Carlos Alberto.Finalizando, o ex-Bahia afirmou que esses tipos de propostas aparecem frequentemente para atletas, e que cabe a cada um recusar.
Além disso, ele citou que não "romantiza" o erro e cobrou que os ex-jogadores que compraram o certificado assumam o que fizeram.Ídolo do Vitória foi vítima de MancusoDiversos ex-jogadores que atuaram no futebol brasileiro foram vítimas do esquema de Mancuso, incluindo o ídolo do Esporte Clube Vitória, Dejan Petkovic.O sérvio, ídolo do Leão da Barra, foi citado como uma das vítimas de Mancuso, segundo o Portal UOL.
Petkovic, ex-jogador do Vitória - Foto: Divulgação Conforme a reportagem, a licença PRO da Associação de Técnicos do Futebol Argentino (ATFA) era vendida pelo valor de R$ 100 mil.
Com a compra feita, o documento era enviado via correio para a residência dos compradores.O principal ponto que fazia os jogadores aceitarem a proposta, conforme a reportagem, seria a “facilidade” apresentada pelo argentino.Mancuso rebate acusaçõesPressionado pela revelação dos fatos, Alejandro Mancuso alegou que as licenças não eram aprovadas pela AFTA porque seus clientes não teriam "completado o processo presencialmente".Porém, a entidade rebateu dizendo que Mancuso nunca trabalhou na associação e que todo trabalho oferecido por ele é falso.
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