Americanas amplia prejuízo, mas melhora resultado operacional no semestre
A Americanas registrou prejuízo líquido de R$ 274 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 179,6% em relação ao mesmo período anterior, de acordo com o balanço divulgado hoje pela empresa.
A receita líquida da varejista caiu 1,7% entre abril e junho, para R$ 3,3 bilhões. A empresa atribui o recuo ao calendário da Páscoa, concentrada no primeiro trimestre neste ano e no segundo trimestre de 2025.
O resultado financeiro piorou no trimestre com a alta dos juros e ampliou o prejuízo da companhia. No primeiro semestre, a perda cresceu 1,5%, enquanto o prejuízo das operações continuadas avançou 300% no trimestre e 19% no acumulado do ano.
As vendas em lojas abertas há mais de 12 meses cresceram 9,3% de janeiro a junho. No mesmo período, a receita líquida avançou 7,8%, comparação que elimina o efeito do calendário da Páscoa.
A empresa diz que a comparação com 2025 foi afetada por créditos tributários e depósitos judiciais contabilizados como receitas operacionais. Esses itens elevaram o Ebitda, indicador que mede o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização.
Sem os efeitos extraordinários, o Ebitda ajustado melhorou R$ 251 milhões no primeiro semestre na comparação anual. Sebastien Durchon, diretor financeiro e de relações com investidores, afirmou que o indicador passou de resultado negativo de R$ 786 milhões em 2024 para negativo de R$ 297 milhões neste ano.
A operação ainda consumiu caixa, apesar da melhora dos indicadores operacionais. O caixa líquido aplicado nas operações ficou perto de R$ 400 milhões no semestre, alta de 160%, com impacto dos juros sobre arrendamentos.
A dívida bruta da Americanas somou R$ 2,2 bilhões ao fim do primeiro semestre, crescimento de 7,9% ante 2025. Com disponibilidades de R$ 1,1 bilhão, a companhia terminou o período com dívida líquida de R$ 1 bilhão, ante caixa líquido de R$ 488 milhões no fim de 2025.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.