Festa do Peão de Barretos e Rock in Rio: dois festivais, um à direita e outro à esquerda
Quando a 71ª edição da Festa do Peão de Barretos, no interior de São Paulo, chegar ao fim, neste domingo, 30, começa a contagem regressiva de apenas cinco dias para se iniciar o Rock in Rio, na capital fluminense.
Muito além dos aspectos musicais diferentes, ainda que tenha havido uma aproximação ao gênero sertanejo na edição anterior do festival carioca, há questionamentos a se levantar desse abismo crescente no comportamento de seus públicos. (Agora a coluna GENTE também está no Instagram.
Siga o perfil @veja.gente ) Em Barretos, viu-se Ana Castela , tirar fotos ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira .
Já Gusttavo Lima tentou não entrar no campo político, como se isso fosse possível.
Durante sua apresentação, foram ouvidos xingamentos e vaias ao nome do presidente Lula .
Gusttavo, que já declarou apoio a Jair Bolsonaro em outras eleições, preferiu falar agora sobre a valorização da família.
O cantor, que já havia sido “embaixador” do evento em 2017 e 2018, retornou após três anos afastado e até reforçou nas redes sociais a frase “embaixador só tem um”.
Na plateia, nomes da direita, como: Tarcisio , governador de São Paulo que tenta a reeleição; e Flavio Bolsonaro , candidato do PL à presidência da república.
No Rio, dificilmente um político de direita dá as caras por lá.
Na última edição, em 2024, a primeira-dama Janja esteve na plateia do show de Maria Rita no palco Sunset.
Protestos com frases como “fora Bolsonaro” foram ouvidos aos montes em 2022, às vésperas das eleições presidenciais.
Em 2019, antes da vitória de Bolsonaro nas urnas, a campanha da esquerda “ele não” tomou conta dos palcos e gramados da Cidade do Rock.
Aliás, a aproximação da data do Rock in Rio com o primeiro turno do pleito eleitoral aumenta ainda mais os decibéis de discursos politizados à esquerda de músicos e cantores nos palcos.
São vários os exemplos, edição após edição.
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