Veja discuro na íntegra de Lula na ONU
Meus cumprimentos ao Presidente da Assembleia Geral, Embaixador Khalilur Rahman, de Bangladesh.
Saúdo cada um dos Chefes de Estado e de Governo e delegadas e delegados presentes.
Ao longo de seus dois mandatos, António Guterres foi testemunha direta dos crescentes desmandos das superpotências.
Desde que ocupei pela primeira vez esta tribuna, em 2003, este é o momento mais crítico das Nações Unidas.
A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas: a de livrar a humanidade do flagelo da guerra.
Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis - os que não têm exército, nem arsenais - nunca foi tão pequena.
Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel.
Em 1946, já na primeira sessão desta Assembleia, o Brasil alertava para o alto preço que a comunidade internacional pagaria pelo direito de veto.
Esse vício de origem da Carta da ONU conferiu às grandes potências o privilégio da insensatez.
O ano de 2025 registrou o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial.
Tensões geopolíticas ameaçam transformar confrontos regionais em uma conflagração de proporções globais.
Os que detêm as rédeas das decisões cruciais devem atuar com responsabilidade e sentido de urgência.
Os líderes dos países que integram o Conselho de Segurança precisam se reunir.
A guerra não é a continuação da política por outros meios. É a falência total da política.
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