Lula fala sobre guerras, 6x1 e eleições na ONU. Veja a íntegra do discurso
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o primeiro chefe de Estado a discursar na abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).
Em um pronunciamento de cerca de 22 minutos, o titular do Planalto e candidato à reeleição levantou bandeiras de campanha, criticou a fragilidade do sistema multilateral e rejeitou tentativas de interferências na eleição brasileira .
O petista abriu o discurso falando sobre a incapacidade da ONU em resolver conflitos e alegando que o mundo vive hoje uma “crise de liderança”.
“A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas: a de livrar a humanidade do flagelo da guerra.
Sua credibilidade nunca esteve tão baixa”, disse.
Lula citou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ao falar sobre o que chamou de “genocídio” praticado contra mulheres e crianças na Faixa de Gaza.
“Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza.
Civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas”, disse.
No contexto de tensões geopolíticas, o petista rejeitou intervenções de potências estrangeiras na América Latina e Caribe e afirmou que o “Brasil não cabe no quintal de ninguém” .
“Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável.
Sobretudo num contexto de recrudescimento de tentações hegemônicas.
O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, frisou.
O presidente também abordou as ameaças da ingerência externa na eleição brasileira.
Sem citar líderes estrangeiros ou adversários, Lula mandou um recado direto sobre o pleito : “Teremos um pleito transparente e competitivo, em que todos os candidatos desfrutam da mais ampla liberdade de expressão.
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