PM suspeito de matar conselheira tutelar tem prisão preventiva decretada por feminicídio em MG
Quem era Maryna Colucci, mulher trans e conselheira tutelar que teria sido assassinada A Justiça manteve preso, nesta quarta-feira, o policial militar José Sérgio de Oliveira, de 43 anos, que confessou ter matado a conselheira tutelar Maryna Colucci de Jesus, de 34 anos, em Jacuí (MG).
Segundo a Polícia Civil, a audiência de custódia ocorreu durante a tarde desta quarta-feira (26) e o pedido de prisão preventiva relacionado ao feminicídio foi deferido. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram José Sérgio está detido no batalhão da Polícia Militar em Pouso Alegre.
De acordo com a Polícia Civil, ele foi preso inicialmente como suspeito de ocultação de cadáver, mas agora também responde pela investigação de feminicídio.
A polícia informou que o militar confessou o crime e indicou o local onde o corpo de Maryna foi encontrado.
Apesar de estar custodiado em uma unidade militar, ele responderá pelo caso na Justiça comum.
Leia também: Quem era Maryna Colucci, mulher trans e conselheira tutelar que estava desaparecida e foi encontrada morta em MG; PM é suspeito Quem era Maryna Colucci, mulher trans e conselheira tutelar que teria sido assassinada por PM em MG Reprodução EPTV O delegado-chefe do 18º Departamento de Polícia Civil, Marcos Pimenta, explicou que o crime não será tratado na esfera militar.
“Está sendo preso em flagrante por ocultação de cadáver e também está sendo pleiteada a sua prisão preventiva pelo envolvimento neste feminicídio.
Foi um crime praticado, ele é um policial militar, mas foi durante o seu sossego.
Ele não estava ali como um policial militar na atividade de polícia militar.
Então, esse é um crime comum. (...) Esse inquérito ou auto de prisão em flagrante serão encaminhados ao Poder Judiciário e ele vai responder por um crime comum, como cidadão comum, não como policial militar”, afirmou.
Segundo a Polícia Civil, José Sérgio não quis prestar depoimento na terça-feira e pediu para ser ouvido em outro momento.
Mudança na investigação O caso começou a ser investigado como desaparecimento, mas passou a ser tratado como um possível feminicídio na última sexta-feira.
De acordo com Marcos Pimenta, informações levantadas durante o fim de semana apontaram a possível relação entre a vítima e um policial militar da cidade, direcionando as investigações.
Conselheira tutelar de 34 anos desaparece após sair de casa com o celular em Jacuí Reprodução EPTV “Durante o final de semana, em troca de informações e também de oitivas, ainda que informais, da sociedade aqui de Jacuí, restou apontada a possibilidade desta mulher ter tido um relacionamento com um policial militar aqui da cidade.
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