Flávio Bolsonaro diz que Lula tenta comprar os pobres e aumentou Bolsa Família por desespero
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (19), em ato de campanha em Joinville (SC), que o presidente Lula (PT) aumentou o valor do Bolsa Família em um “ato de desespero” para tentar obter votos.
O reajuste de 15,04%, anunciado pelo governo na quinta-feira (17), eleva o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro.
“O desespero está tão grande que o Lula fez uma confissão nos últimos dias.
Num ato de desespero, ele aumentou o Bolsa Família.
Ele deu a prova de que ele não pensa no povo brasileiro.
Ele só pensa nele”, afirmou Flávio.
O anúncio ocorreu a pouco mais de duas semanas do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
O argumento do governo é que o reajuste busca repor as perdas causadas pela inflação observada desde a reformulação do programa, em vigor desde março de 2023, de 15,04% até agosto deste ano.
Flávio afirmou que Lula decidiu reajustar o benefício em resposta ao cenário eleitoral e acusou o presidente de tentar “comprar o voto dos mais pobres”.
A crítica ocorre em um contexto semelhante ao de 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro (PL), que disputava a reeleição, ampliou o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600.
O aumento de R$ 200, equivalente a 50%, começou a ser pago em agosto daquele ano e tinha validade até dezembro.
Durante a campanha, Bolsonaro passou a defender que o valor de R$ 600 fosse mantido de forma permanente a partir de 2023.
Na sexta-feira (18), o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), reconheceu a validade do decreto que reajustou o Bolsa Família e afirmou que a medida não afronta as regras eleitorais.
Segundo Mendes, trata-se de uma atualização dos valores de um programa social já existente, sem criação de novo benefício, mudança nos critérios de elegibilidade ou ampliação do número de beneficiários.
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