Bola de Ouro Mbappé x Lamine x Rodri mostra que trono está vago
A tendência é Kylian Mbappé ganhar o prêmio de melhor do mundo, a Bola de Ouro de 2026.
Porque foi o artilheiro da Copa do Mundo, que não venceu, porque foi goleador do Campeonato Espanhol e da Champions League.
Se fosse tão impactante, ganharia um dos três torneios. Não ganhou nenhum.
Mbappé é uma história inacreditável, de um craque individual que, coletivamente, fracassa. Formou o trio com Messi e Neymar e, quando saiu do Paris Saint-Germain, os franceses ganharam duas vezes consecutivas a Champions.
E, com ele, o Real Madrid não ganhou nenhuma, embora tivesse conquistado o maior torneio de clubes do planeta em duas das últimas três edilões antes de sua chegada.
Lamine Yamal é um gênio, do futuro. Rodri, do presente. Um artista do meio-de-campo, campeão mundial pela Espanha, líder e símbolo da equipe mais coletiva do futebol do planeta.
A verdade mesmo é que não há o maior craque, o herdeiro, de Messi e Cristiano Ronaldo.
Antes, era muito fácil apontar o melhor da temporada. Eram goleadores e vencedores por seus clubes e seleções.
A não ser que o prêmio se renda ao que o futebol evidencia. O jogo é cada vez mais coletivo.
Ou ganha Mbappé, o herdeiro anunciado e que não se confirma, porque não faz de seu talento individual benefício para o coletivo.
Ou ganha Rodri, um gênio coletivo, que não tem o maior brilho individual para decidir jogos com gols e assistências.
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