Temer pede que Lula reúna Poderes e oposição para 'pacificar o país'
O ex-presidente Michel Temer (MDB), que apoiou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, pediu que o presidente reeleito Lula (PT) reúna poderes, entidades civis e oposição para uma "conversação nacional".
Em vídeo, ex-presidente pede que Lula "pacificar o país". "Meu desejo e penso que do povo brasileiro, é que o senhor presidente reeleito faça o possível para pacificar o país. Portanto, impedir a agressividade que tem resultado em divisão dos brasileiros e até das instituições".
Temer não cita o nome de Lula em vídeo. "O ideial é que o senhor presidente fizesse uma reunião dos Três Poderes do estado, chamando entidades da sociedade civil, incluindo a oposição com vistas a inaugurar uma grande conversação nacional"
Ele fala em tranquilizar o país para o "crescimento da economia". "Disso resultará a tranquilização do país e o ambiente de confiança pacificação do país o que permitirá o crescimento da economia nacional, a harmonia entre todos os setores do país é fundamental e determinação da Constituição Federal.
Com a reeleição de Lula no domingo (25), o mercado teve a pior reação já registrada em uma primeira sessão pós-eleição presidencial desde 2002. Ontem (26), o Ibovespa despencou quase 14%, e o dólar saltou 8,2%, cotado a R$ 5,40. Até então, a maior queda da Bolsa após um segundo turno nos últimos 24 anos havia sido de 4,4% (2002), e a maior alta da moeda americana, de 2,16% (2014).
Economistas avaliam que o ajuste brusco reflete a surpresa com a reversão inédita do resultado do primeiro turno. Além disso, a reação reflete ainda o desmonte rápido de posições que apostavam na vitória da oposição, em meio ao ceticismo com a condução da política fiscal no quarto mandato de Lula.
A Bolsa de São Paulo, a maior da América Latina, despencou quase 17% na abertura da segunda-feira (26). A forte queda do Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, provocou inclusive uma suspensão das negociações por 30 minutos.
Antes da abertura desta segunda-feira, a Bolsa de São Paulo acionou o "circuit breaker". O mecanismo é uma interrupção temporária das negociações, previsto para momentos de forte queda do mercado. O mecanismo já havia sido aplicado em momentos críticos, como a crise das hipotecas de alto risco nos Estados Unidos, em 2008, e a pandemia de covid-19, em 2020.
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