De Mãe Atípica a Zé Trovão, candidatos levam causas e apelidos para a urna
Na hora de pedir voto, sobrenome nem sempre é suficiente.
Entre os candidatos de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026, há quem tenha escolhido levar para a urna uma causa, a identidade de um grupo, a profissão ou simplesmente um apelido capaz de chamar a atenção do eleitor.
Levantamento do Campo Grande News nos dados abertos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostra que, em meio aos nomes tradicionais, aparecem registros como Jéssica Mãe Atípica, Adriane Quilombola, Ronaldo Terena, Prof.
Anisio Guató, Prof Aguilera Guarani, Beto do Movimento, Pastor Cláudio Domingos, Zé Trovão e Lia Nogueira O Bichão do MS.
O caso mais explícito de uma pauta incorporada ao nome eleitoral é o de Jéssica da Silva Rodrigues (PDT).
Candidata a deputada estadual, ela registrou como nome de urna “Jéssica Mãe Atípica”.
A expressão faz com que a maternidade atípica apareça ao lado do nome pelo qual ela será apresentada ao eleitor.
Na base do TSE, Jéssica aparece ainda como estudante e com ensino superior incompleto.
Referências à identidade étnica também aparecem de forma direta.
Adriane da Silva Soares (PT) escolheu “Adriane Quilombola”.
O banco eleitoral registra que ela se declarou preta e informou como ocupação agricultora.
Entre os indígenas, alguns candidatos também fizeram questão de colocar a identificação no nome que irá para a urna.
Ronaldo Ozório dos Santos (PT) aparece como “Ronaldo Terena”.
A mesma estratégia é usada por Anisio Guilherme da Fonseca (PSOL), registrado como “Prof.
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