Projeção de vendas no ano da MRV aliviará alavancagem, diz CFO
A MRV projeta uma redução significativa em sua alavancagem até o final de 2026.
Em entrevista ao CNN Money , Ricardo Paixão detalhou os resultados da incorporadora no segundo trimestre do ano e destacou o papel central da geração de caixa e da venda de ativos nesse processo.
A dívida líquida da companhia recuou cerca de R$ 400 milhões desde dezembro, para R$ 5,9 bilhões.
Segundo Paixão, a geração de caixa no primeiro semestre veio, principalmente, da recuperação de margem e do crescimento do volume na operação brasileira, além da aproximação entre o número de unidades produzidas e de repasses.
Leia Mais Credores do GPA aprovam termos de debêntures após recuperação extrajudicial BB conseguiu recuperar R$ 2 bi em crédito em julho, diz presidente do banco Shopee lança entregas em até 4 horas, com estreia de itens frescos Outro fator importante foi a venda de portfólio da Resi.
No primeiro semestre, a subsidiária realizou cerca de R$ 2 bilhões em vendas, mas boa parte dos recursos ainda não havia ingressado no caixa, já que os contratos dependem da conclusão das operações.
A companhia também considera os efeitos da venda do portfólio da Lugo.
Somados, esses movimentos devem provocar uma redução de cerca de 30% no endividamento líquido até o fim de 2026, levando a dívida para aproximadamente R$ 4,6 bilhões.
A projeção não considera novas vendas de ativos da Resi que ainda podem ocorrer neste ano nem uma eventual geração de caixa positiva da operação brasileira no segundo semestre.
Entre as operações mais recentes está a venda, por R$ 170 milhões, de um portfólio da Resi que inclui um projeto em Atlanta e outros cinco terrenos.
Os ativos têm cronogramas diferentes para o fechamento das operações: parte deve ser concluída até o fim deste ano, enquanto alguns negócios podem ficar para o início de 2027.
Segundo Paixão, no mais tardar até o fim do primeiro trimestre do próximo ano, todo o impacto dessas vendas deverá estar refletido no caixa e contribuir para a redução do endividamento.
Margem no maior nível desde 2018 A entrevista também abordou a margem da MRV, que atingiu 31,2%, o maior patamar desde 2018.
Questionado sobre os fatores que têm permitido à companhia manter os custos abaixo da inflação do setor imobiliário, Paixão apontou duas frentes principais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.