Indústria de cosméticos ganha incentivo para investir R$ 4,5 milhões na Capital
O Codecon (Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico) aprovou, nesta quarta-feira (12), durante a 213ª Reunião Ordinária, incentivos para a implantação de uma indústria de cosméticos em Campo Grande e a retirada da cláusula de reversão de um imóvel ocupado há mais de duas décadas por uma empresa no Polo Empresarial Norte.
As duas decisões representam frentes distintas da política de desenvolvimento econômico do município: a atração de novos investimentos e a consolidação de empreendimentos já instalados na Capital.
Entre os processos aprovados, está o pedido da Motirô Dermocosméticos Ltda., que pretende implantar uma unidade industrial destinada à fabricação e comercialização de cosméticos e produtos de perfumaria.
O projeto prevê R$ 4,5 milhões em investimento fixo, a criação de 50 empregos diretos e a manutenção de outros 11 postos de trabalho, totalizando 61 empregos.
A estimativa de faturamento anual é de R$ 7,2 milhões.
Como incentivo do Prodes (Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande), foi aprovada a doação de uma área de 5 mil metros quadrados para a implantação do empreendimento.
A empresa já possui operações em Campo Grande, com uma indústria de suplementos e uma unidade de cosméticos.
Segundo o sócio da Motirô Dermocosméticos, Marcos Aurélio Leite de Brito, a localização da Capital foi escolhida principalmente pela posição estratégica dentro de Mato Grosso do Sul, pela disponibilidade de mão de obra e pelas condições logísticas.
“Por conta da logística, nós acabamos escolhendo ficar em Campo Grande.
A cidade fica centralizada dentro do Estado e, para nós, pensando logisticamente, acaba compensando ficarmos aqui”, afirmou.
Marcos explicou que a aprovação do incentivo também permitirá à empresa substituir estruturas alugadas por uma sede própria.
Atualmente, as operações funcionam em imóveis alugados, e a intenção é direcionar os recursos que seriam utilizados com aluguel para a construção da estrutura industrial.
“Hoje são todos pontos alugados e o incentivo nos dá a possibilidade de montar nosso próprio ponto.
Com o recurso que nós pagávamos de aluguel, podemos investir em um prédio próprio”, disse.
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