Família paterna de garoto que matou mãe busca a guarda da filha mais nova
A família paterna do adolescente apreendido por suspeita de matar a própria mãe em Portugal viajou até o país para tentar a guarda da filha da vítima, uma menina de quatro anos.
Tia e avó paterna do menino chegaram a Portugal ontem. Elas estão assistidas por uma advogada e esperam poder voltar ao Brasil com a menina, que saiu do Brasil com dois anos.
As parentes afirmam que Gabriela Barbosa já tinha manifestado interesse em que a guarda da filha ficasse com a família paterna antes de morrer. "O desejo dela sempre foi a criança conosco", afirmou uma tia das crianças, que não vai ser identificada.
Família materna já tentava trazer a menina para o Brasil angariando fundos com uma vaquinha virtual após a morte de Gabriela. Eles afirmaram ao UOL que tentavam fazer um passaporte de emergência para a menina. O UOL buscou novamente a família para saber se eles também seguirão tentando reaver a guarda da criança. O espaço será atualizado se houver posicionamento.
O pai das crianças foi preso por violência doméstica cometida contra Gabriela meses antes da morte da mulher. Ao UOL , uma das irmãs do homem informou que ele segue preso por não ter residência em Portugal, mas que passará por julgamento na próxima semana.
A criança, que estava sob guarda de uma amiga de Gabriela, agora está sob tutela do estado. O adolescente está apreendido e o caso dele será novamente analisado em três meses.
O filho de Gabriela, de 15 anos, foi apreendido sob suspeita de matar a mãe. O garoto teria sufocado a mulher com um mata-leão após uma discussão na noite de quarta-feira. Ele morava com a mãe e com a irmã, uma criança de 4 anos, em um apartamento na cidade de Oeiras.
Ele passou o dia seguinte ao crime com o corpo da vítima em casa e se entregou no fim da tarde de ontem. As informações são da Polícia de Segurança Pública de Portugal.
O pai do adolescente está preso por violência doméstica, e o menino já tinha denunciado a mãe por agressão, segundo o jornal Correio da Manhã. O caso era acompanhado pela Comissão de Proteção a Menores do país.
O adolescente deve passar por audiência judicial hoje e vai receber medidas tutelares. Por ter 15 anos, ele não pode responder criminalmente pelo assassinato.
Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.
Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.
Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — Central de Atendimento à Mulher — e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.
Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e através da página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) . Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.
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