Tesouro Direto: taxas andam de lado após pesquisa Quaest e empate entree Lula e Flávio;acompanhe
A divulgação da pesquisa Quaest, que mostrou a manutenção do impasse na disputa à presidência entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é um dos principais gatilhos de sessão desta quarta-feira (21).
O candidato da direita aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o petista tem 44%, empatados tecnicamente dentro da margem de erro do levantamento.
Com isso, as taxas do Tesouro Direto andam de lado, com leve queda nos títulos prefixados e atrelados à inflação.
Apesar de o mercado manter um favoritismo pela vitória do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, com a projeção de que Flávio pode, enfim, colocar as contas públicas nos eixos, o mercado opera em passo de cautela.
A bolsa e o dólar também ficam próximos da estabilidade na sessão.
Taxas do Tesouro Direto hoje Por volta das 11h30: Tesouro Prefixado 2029: paga 12,61%, menos que os 12,63% de ontem; Tesouro Prefixado 2032: oferece 12,80%, ante os 12,81% do último pregão; Tesouro IPCA+ 2032: paga IPCA + 6,74%, enquanto ontem era 6,75%; Tesouro IPCA+ 2040: remunera IPCA + 6,70%, o mesmo de ontem; Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 6,68%, ante 6,73% desta terça-feira (20).
Reta final da eleição guia apostas na curva de juros Rafael Pastorello, gerente de portfólio do banco Sofisa, diz que o mercado segue marcado por elevada sensibilidade ao cenário eleitoral.
Os ativos domésticos continuam reagindo às mudanças na percepção dos investidores em relação ao ambiente político e aos possíveis desdobramentos para a condução da política econômica.
Leia também: Ações da WEG (WEGE3) caem forte após resultado no 3º trimestre; vale investir? CR, CRA, CRI e FIDC: veja quais destes investimentos despertam mais interesse dos brasileiros No mercado de títulos públicos, os papéis do Tesouro Direto refletem essa mesma dinâmica, diz ele.
As taxas incorporam diferentes percepções de risco associadas aos cenários para a próxima administração federal, especialmente nos vencimentos mais longos, onde a sensibilidade às expectativas fiscais tende a ser maior.
Ainda assim, ele acrescenta que os fatores domésticos não são os únicos determinantes da precificação.
O ambiente externo também continua desempenhando papel relevante, com as curvas de juros globais pressionadas tanto pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio quanto pela deterioração fiscal observada em diversas economias desenvolvidas.
Taxas do Tesouro Direto em 21 de outubro
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