Filho de lenda do basquete capixaba, Andrew dos Santos inicia trajetória nos EUA
A promessa do basquete local Andrew dos Santos deu um salto importante na carreira na última semana, ao se mudar para os Estados Unidos em busca de melhores oportunidades no esporte da bola laranja. Transferido para a Gaston Christian School, da Carolina do Norte, o ala-armador de 16 anos ainda está se adaptando ao país, mas segue focado em realizar seu grande sonho: jogar na NBA.
Principal liga de basquete do mundo, a NBA reúne os melhores atletas do planeta em 30 times, ou franquias. Uma vaga na liga é restrita a um grupo seleto de jogadores, que tem sido integrado cada vez mais por atletas de países distintos, aumentando ainda mais a competitividade. Porém, caso tenha seu sonho realizado, Andrew não seria o primeiro capixaba a jogar na NBA, que já recebeu os talentos de Anderson Varejão e Didi Louzada em suas quadras.
Apesar de ainda ser novo em território estrangeiro, o jovem deixa claro que segue se esforçando, mas também se mostrou grato pela oportunidade acadêmica obtida.
Eu estou treinando focado todos os dias, sempre foi meu sonho e eu vou fazer de tudo para realizar, estou trabalhando para isso. Aqui você não joga se não participar das aulas e for bem, então é uma grande oportunidade. Eu cheguei aqui já dando meu máximo, estou me acostumando ainda com os treinos ainda e com a intensidade, mas estou treinando bem, os treinadores estão gostando do meu estilo de jogo e me auxiliando ", explica.
Apesar de parecer natural para o esporte, o gosto pelo basquete teve influência clara na vida de Andrew. Seu pai, Alessandro Casé, é organizador do projeto Basquete na praça 3x3, e reconhecido culturalmente como um ícone do esporte capixaba. Primeiro treinador de Andrew, Casé não esconde o orgulho de ter participado da trajetória do filho, tanto no espectro familiar quanto esportivo.
A visão que eu tenho do Andrew é de um sonho dobrado. que era meu e agora ele está realizando por nós. Também tive essa oportunidade mas à época não foi possível, o visto americano nos anos 90 era mais complicado, mas hoje ver o Andrew seguir os mesmos passos no basquete e chegar até esse patamar, me faz alegre e realizado. O basquete veio primeiro como diversão para ele. para mim é um orgulho enorme ser pai do Andrew e ter sido o primeiro treinador dele. Agora é uma nova fase, é o sonho dele e é um prazer ter feito parte disso. Tenho certeza que ele vai fazer por onde, olhar para trás e ver o quão difícil foi chegar e não querer mais largar, mas seguir e representar o Brasil e o Espírito Santo", afirma Alessandro Casé, pai de Andrew.
Em contrapartida, Andrew reconhece os esforços do pai e os auxílios oferecidos por ele desde o início da vida esportiva. Agora, longe de seu principal incentivador, o jovem de 16 anos busca se encontrar em uma nova cultura.
Ele sempre foi um bom treinador e pai, sempre me ajudou em tudo que precisei desde pequeno, eu estava com ele quando começou o projeto. Ele me ajudou durante o Álvares, no Paulistano, e me apoiou e incentivou a continuar “ralando” e a ficar focado. Minha impressão do país está sendo muito boa. Claro, a comida é algo que eu não estou acostumado ainda, mas óbvio que a primeira semana é mas difícil.
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