Centro de Ressocialização do Agreste recebe fábrica têxtil para trabalho de presos; entenda como funciona
SEAP inaugura fábrica têxtil no Centro de Ressocialização do Agreste Alexandre Felipe e Franci Almeida/Seap A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco (Seap) inaugurou, nesta quinta-feira (17), uma fábrica têxtil no Centro de Ressocialização do Agreste (CRA), em Canhotinho, no Agreste de Pernambuco.
A unidade começa as atividades com 56 pessoas privadas de liberdade e tem capacidade prevista para chegar a 200 trabalhadores.
A fábrica foi instalada em parceria com a empresa Yets Premium Confecções e será voltada para atividades de corte, costura e produção de roupas em escala industrial, principalmente peças em jeans.
A estrutura conta com 30 máquinas de costura e mesas destinadas à produção. ✅ Receba as notícias do g1 Caruaru e região no seu WhatsApp Agora no g1 Podem participar das atividades pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional.
A seleção começa a partir de uma lista de interesse mantida pela unidade prisional, seguida da análise de critérios compatíveis com as funções disponíveis e de uma avaliação do setor psicossocial.
A jornada poderá ser de 36 ou 44 horas semanais, conforme a organização das atividades.
Os participantes receberão remuneração equivalente a 75% do salário mínimo, enquanto os 25% restantes serão destinados ao pecúlio penitenciário, reserva financeira entregue ao trabalhador no momento da liberação.
O trabalho também permite a remição da pena.
A regra prevê a redução de um dia de pena a cada três dias trabalhados.
Detento trabalhando no Centro de Ressocialização do Agreste Alexandre Felipe e Franci Almeida/Seap Segundo o secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização, Paulo Paes, o trabalho, a qualificação profissional e o estudo são pilares para a ressocialização.
“Não é mais uma fábrica.
É o caminho para a reinserção da pessoa custodiada na sociedade, no mercado de trabalho e na relação familiar”, afirmou.
Para o diretor geral da Yets Premium Confecções, Adriano Souza, a parceria também permite ampliar a produção da empresa.
“Atende a dois aspectos: o desejo da empresa de crescer, de produzir mais, e também a oportunidade de ser um instrumento de benefício social”, disse.
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