Justiça de SP solta suspeito de esquema que liga empresa de ônibus ao PCC
A Justiça de São Paulo determinou a soltura de Jair Ramos de Freitas , conhecido como ‘cachorrão’, investigado por integrar um esquema de lavagem de dinheiro operado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) por meio da empresa de ônibus Transunião.
A decisão desta quinta-feira (13) é da desembargadora Carla Rahal, da 11ª Câmara de Direito Criminal do TJSP.
Segundo a magistrada, não havia justificativa legal para manter a prisão temporária de Jair, o que tornou ilegal a continuidade da custódia.
De acordo com a decisão, obtida pela CNN Brasil , os crimes investigados não permitiam esse tipo de prisão e o prazo máximo da medida já havia sido ultrapassado.
A desembargadora também rejeitou a tentativa de usar outros crimes, como tráfico de drogas e homicídio , para justificar a detenção.
O pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público já havia sido negado anteriormente.
Com a decisão, Jair foi solto, mas continuam válidas as medidas cautelares impostas a ele em outro processo , no qual responde por homicídio.
Veja: Proibição de manter contato com testemunhas ligadas ao processo penal; Proibição de contato com dirigentes, administradores, sócios e colaboradores da Transunião; Proibição de se ausentar-se de São Paulo por mais de oito dias sem aviso prévio à Justiça.
Esquema de lavagem de dinheiro A Operação Última Parada, deflagrada em 25 de juho pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo) e pela Polícia Civil, revelou detalhes de um esquema de lavagem de dinheiro supostamente operado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) por meio da empresa de ônibus Transunião .
Entre os alvos da investigação estão o vereador paulistano Senival Moura (PT) , preso sob suspeita de exercer influência direta sobre as operações financeiras da concessionária; Jair Ramos de Freitas e Devanil de Souza Nascimento, ambos réus pelo assassinato do ex-presidente da Transunião.
Segundo as investigações, a Transunião recebeu mais de R$ 300 milhões em recursos públicos apenas em 2025 para operar linhas de ônibus na capital paulista.
As apurações tiveram início em 2020, logo após o assassinato de Adauto Soares Jorge , que até então ocupava a presidência da Transunião.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.