Jovens dos EUA desconfiam de líderes da IA, aponta pesquisa da CNBC
Uma pesquisa da CNBC em parceria com a Generation Labs jogou números sobre algo que as formaturas universitárias já vinham sinalizando.
Sam Altman , Mark Zuckerberg , Elon Musk e praticamente todo o panteão executivo da corrida pela IA enfrentam uma rejeição sistêmica entre os jovens americanos.
O levantamento ouviu 1.088 pessoas entre 18 e 34 anos nos Estados Unidos e chegou a uma conclusão que nenhum relações-públicas de big tech gostaria de ver: nenhum dos executivos avaliados conseguiu saldo positivo de confiança, e os índices de desconfiança ultrapassam os 70% para os nomes mais associados ao boom da IA generativa.
Números que não deixam margem para interpretação favorável O topo do ranking negativo pertence a dois nomes ligados à Palantir: o CEO Alex Karp e o presidente do conselho Peter Thiel, ambos com 81% de desconfiança entre os entrevistados.
Logo atrás aparece Dario Amodei, CEO da Anthropic, com 76%.
A lista segue em queda controlada: Sundar Pichai (CEO da Alphabet/Google): 74% de desconfiança Jensen Huang (CEO da Nvidia): 71% de desconfiança Mark Zuckerberg (CEO da Meta): 71% de desconfiança Elon Musk (CEO da SpaceX/xAI): 70% de desconfiança Sam Altman (CEO da OpenAI): 69% de desconfiança Satya Nadella (CEO da Microsoft): 65% de desconfiança O fato de Satya Nadella aparecer como o “menos rejeitado” da lista diz mais sobre a profundidade do problema coletivo do que sobre qualquer capital de simpatia que a Microsoft tenha conseguido construir.
Quando dois terços dos jovens americanos desconfiam até do executivo com melhor desempenho na pesquisa, o setor tem um problema de imagem estrutural, não pontual.
Formaturas como termômetro de um mal-estar crescente Os dados da pesquisa confirmam o que cerimônias de formatura já vinham tornando público de forma bastante explícita.
O ex-CEO do Google, Eric Schmidt, foi vaiado na Universidade do Arizona ao discursar sobre os avanços da IA.
Em Stanford, dezenas de alunos deixaram o auditório quando Sundar Pichai foi chamado ao palco, em protesto que, segundo a BBC , mirava contratos da empresa com governos e o papel da IA nesses acordos.
45% dos jovens ouvidos pela pesquisa acreditam que a IA terá impacto negativo em suas carreiras.
Essa é a geração que entrou no mercado de trabalho precisamente no momento em que modelos de linguagem começaram a substituir tarefas de entrada, a comprimir salários em certas funções e a redefinir o que conta como produtividade.
A desconfiança nos executivos, nesse contexto, é também uma desconfiança nos rumos que eles escolheram para a tecnologia.
Data centers na mira: o custo físico da IA generativa O lado oculto da IA: energia, água e a pressão da ONU por transparência A resistência se estende à infraestrutura que sustenta tudo isso.
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